Nem tanques, nem blindados milionários: como um 'simples' carro elétrico chinês resistiu a um míssil e salvou cinco pessoas em Israel

Após explosão que abriu uma cratera na estrada de Jerusalém, o SUV elétrico BYD Atto 3 manteve a estrutura intacta e garantiu a sobrevivência de cinco pessoas

BYD Atto 3 após explosão
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Morar em um país em meio a um conflito significa conviver diariamente com o risco de ataques aéreos, explosões e impactos inesperados da guerra. Foi exatamente esse tipo de situação que uma família enfrentou em 1º de março, próximo a cidade de Jerusalém. Um míssil disparado durante o conflito atingiu a via por onde um carro circulava, provocando uma grande explosão e abrindo uma cratera no asfalto. Dentro do veículo estavam cinco pessoas e, contra todas as probabilidades, todas sobreviveram. O detalhe que chamou atenção foi o modelo do carro: um SUV elétrico chinês BYD Atto 3.

Explosão de míssil abriu cratera na estrada, mas estrutura do carro permaneceu intacta

Imagem do carro e da cratera aberta pelo míssel Impacto de míssil abriu cratera, mas cabine do veículo resistiu ao impacto da explosão

Imagine estar dirigindo tranquilamente pelas ruas da cidade e, de repente, ser surpreendido pela explosão de um míssil. Muitos provavelmente não teriam sobrevivido para contar o que aconteceu e compartilhar o susto vivido naquele momento. Mas uma família teve a “sorte” de passar por uma situação como essa e sair com vida em Jerusalém, no dia 1º de março.

Na ocasião, um míssil atingiu a estrada por onde o veículo passava, provocando uma onda de choque, estilhaços e calor intenso. A explosão abriu uma grande cratera no asfalto, e o carro acabou deslizando parcialmente para dentro dela. Apesar da violência do impacto, a parte interna do veículo permaneceu estruturalmente intacta. As colunas da carroceria, que sustentam o teto e protegem os ocupantes, não sofreram deformações críticas, o que foi determinante para a sobrevivência dos cinco passageiros.

As equipes de emergência do Magen David Adom, serviço semelhante ao da Cruz Vermelha em Israel, conseguiram abrir as quatro portas normalmente, sem precisar usar equipamentos pesados de corte. Outro ponto que chamou atenção foi o comportamento da bateria. Mesmo após a explosão, não houve incêndio, fumaça ou qualquer sinal de fuga térmica, uma das maiores preocupações em acidentes envolvendo veículos elétricos. O sistema elétrico também permaneceu parcialmente funcional, com as luzes de emergência ainda ligadas após o incidente.

Cinco pessoas estavam no carro no momento da explosão e todas sobreviveram

Na hora do acidente, haviam cinco pessoas dentro do carro. Segundo informações das autoridades locais, o motorista sofreu ferimentos moderados, enquanto os outros quatro ocupantes tiveram apenas contusões leves ou ficaram em estado de choque. No entanto, o que mais surpreende é o fato do veículo ter suportado o impacto da explosão.

Especialistas apontam alguns fatores que ajudam a explicar essa resistência: o veículo não recebeu um impacto direto do míssil, algo que provavelmente destruiria qualquer carro normal como o da marca BYD. Ainda assim, ele foi submetido a um impacto extremamente severo, com pressão da onda de choque, radiação térmica e estilhaços.

O acontecimento rapidamente ganhou repercussão internacional porque funciona como um exemplo extremo de teste de segurança automotiva. O modelo já possui classificação máxima de segurança em testes de colisão internacionais, mas a situação em Jerusalém expôs o veículo a condições que vão muito além dos cenários simulados em laboratório.


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