Nem Paris, nem Londres: esta cidade europeia foi eleita a melhor do mundo para viver em 2026

Levantamento avalia 173 cidades com base em critérios como segurança, saúde, educação e infraestrutura

Dinamarca
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Natália P. Martins

Redatora

Quando se fala nas melhores cidades do mundo para morar, nomes como Paris, Londres, Nova York ou Dubai costumam aparecer entre os favoritos. Mas, pelo segundo ano consecutivo, nenhuma delas ocupa o topo do ranking de qualidade de vida elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU).

Em 2026, a cidade considerada a mais habitável do planeta foi Copenhague, capital da Dinamarca, que alcançou 98 pontos em um índice que avalia 173 cidades espalhadas pelo mundo. O levantamento considera fatores como estabilidade, saúde, educação, infraestrutura, além de cultura e meio ambiente.

Copenhague mantém a liderança mundial

Com uma pontuação de 98,0, Copenhague voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking da EIU, repetindo o resultado obtido em 2025.

Segundo o levantamento, o desempenho da capital dinamarquesa é resultado da combinação de baixos índices de criminalidade, excelente sistema de saúde, transporte público eficiente, alta qualidade da educação e forte investimento em mobilidade urbana e sustentabilidade.

Shutterstock 2664893751 Capital da Dinamarca conquistou novamente o topo do ranking das cidades mais habitáveis. Foto: Shutterstock

A cidade também se destaca pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal, ampla oferta de áreas verdes e infraestrutura voltada para pedestres e ciclistas, características frequentemente apontadas como diferenciais da capital da Dinamarca.

Logo atrás aparecem outras cidades conhecidas pela elevada qualidade de vida, como Viena, na Áustria, e Melbourne, na Austrália.

As dez melhores cidades para viver em 2026

O ranking completo das dez cidades mais habitáveis do mundo ficou assim:

  1. Copenhague (Dinamarca) – 98,0
  2. Viena (Áustria) – 97,1
  3. Melbourne (Austrália) – 97,0
  4. Sydney (Austrália) – 96,6
  5. Zurique (Suíça) – 96,4
  6. Genebra (Suíça) – 96,1
  7. Osaka (Japão) – 96,0
  8. Adelaide (Austrália) – 95,9
  9. Vancouver (Canadá) – 95,8
  10. Tóquio (Japão) – 95,7

O levantamento mostra ainda que Vancouver foi a única cidade da América do Norte entre as dez primeiras colocadas, enquanto Tóquio apareceu como a única megacidade a integrar o grupo. Segundo a EIU, grandes centros urbanos costumam perder pontos devido a fatores como congestionamentos, maior criminalidade e pressão sobre a infraestrutura.

Ranking é elaborado a partir de cinco categorias 

O índice anual da Economist Intelligence Unit foi criado originalmente para ajudar empresas a calcular benefícios destinados a profissionais expatriados, mas acabou se tornando uma das principais referências mundiais em qualidade de vida urbana.

Cada cidade recebe uma pontuação de 0 a 100 em cinco categorias:

  • Estabilidade;
  • Saúde;
  • Cultura e meio ambiente;
  • Educação;
  • Infraestrutura.

Quanto maior a pontuação, melhores são as condições oferecidas aos moradores em aspectos ligados ao cotidiano, segurança, acesso a serviços públicos e qualidade do ambiente urbano.

Oriente Médio registrou as maiores quedas

Se a Europa manteve cidades entre as líderes, o Oriente Médio foi a região que mais perdeu posições no ranking deste ano.

Segundo a EIU, o aumento da instabilidade provocado pelos conflitos recentes afetou diretamente a percepção sobre a qualidade de vida em diversos centros urbanos.

Mascate, capital de Omã, registrou a maior queda do levantamento, perdendo 14 posições. Cidade do Kuwait, Amã, Manama e Doha também apresentaram recuos significativos.

Dubai e Abu Dhabi, que tradicionalmente aparecem entre os principais destinos para expatriados, também caíram quatro posições em relação ao ano anterior.

Shutterstock 2492950789 Conflitos ficaram ciades do Oriente Médio, como Dubai, cairem no ranking. Foto: Shutterstock

Investimentos fizeram cidades chinesas subir no ranking

O país que apresentou a evolução mais consistente foi a China. Todas as cidades chinesas avaliadas melhoraram suas notas na categoria saúde após investimentos públicos realizados nos últimos anos para ampliar o acesso da população aos serviços médicos.

Fuzhou registrou o maior avanço de todo o ranking, subindo sete posições. Lisboa apareceu logo atrás entre as cidades que mais evoluíram, seguida por Wuxi, Nanquim e Zhuhai.

As cidades com pior qualidade de vida

Na outra ponta da lista aparecem cidades afetadas por guerras, instabilidade política, crises econômicas e dificuldades de infraestrutura.

As dez últimas colocadas foram:

  • Teerã (Irã)
  • Harare (Zimbábue)
  • Kyiv (Ucrânia)
  • Porto Moresby (Papua-Nova Guiné)
  • Lagos (Nigéria)
  • Argel (Argélia)
  • Karachi (Paquistão)
  • Daca (Bangladesh)
  • Trípoli (Líbia)
  • Damasco (Síria)

Damasco permaneceu na última posição pelo décimo terceiro ano consecutivo, reflexo dos impactos prolongados da guerra civil síria sobre a infraestrutura, a segurança e os serviços públicos da cidade.

Imagens: Shutterstock

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