Não é na Ucrânia, é aqui do lado: Forças Especiais dos EUA chegam ao Paraguai com armas e munições para operação de 6 meses

Ao contrário do que teorias da conspiração possam sugerir, a entrada das tropas e do armamento foi aprovada pelo Congresso Nacional paraguaio

Foto: AgênciaIP
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Matheus de Lucca

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Matheus de Lucca

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Editor-chefe do Xataka Brasil. Jornalista há 10 anos, entusiasta de tecnologia, principalmente da área de computação e componentes de PC. Saudosista da época em que em vez de um celular fazer tudo que se possa imaginar, tínhamos MP3, alarme e relógio.

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Quem olhou para o céu na região metropolitana de Assunção no último sábado (10) viu algo que não faz parte da rotina da aviação comercial: o pouso pesado de um C-17 Globemaster III, uma das aeronaves de transporte militar mais robustas da Força Aérea dos Estados Unidos.

Mas o que chamou a atenção não foi apenas o avião, e sim o que ele trouxe na barriga. Diferente de visitas protocolares, o voo desembarcou no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi carregado com armas e munições reais.

A movimentação acendeu o alerta de curiosidade na região: por que os EUA estão enviando equipamento bélico e tropas de elite para o nosso vizinho sul-americano agora?

Não se trata de uma visita de fim de semana. A operação foi desenhada para durar seis meses. A bordo, além do arsenal (que as autoridades garantem ser para uso controlado), estava uma equipe do 7º Grupo de Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos.

Este grupo é composto por especialistas em guerra não convencional e treinamento internacional. Ao todo, desembarcaram 12 militares norte-americanos (um oficial e 11 suboficiais) altamente qualificados. A missão deles? Treinar a elite do Paraguai.

Oficialmente, a operação faz parte do Programa de Respostas a Crises e Contingências. O alvo do treinamento são 40 militares do Batalhão Conjunto de Forças Especiais do Paraguai.

Ao contrário do que teorias da conspiração possam sugerir, a entrada das tropas e do armamento foi aprovada pelo Congresso Nacional paraguaio. O foco técnico do treinamento revela a preocupação com cenários de caos real:

  • Medicina tática de combate;
  • Respostas a desastres naturais;
  • Operações de emergência em ambientes hostis.

A presença de militares norte-americanos na América do Sul sempre gera debates sobre soberania e influência geopolítica, ademais no contexto recente do que ocorreu na Venezuela. Enquanto o mundo olha para a Ucrânia ou o Oriente Médio, os EUA reforçam a interoperabilidade com aliados estratégicos no "quintal" do Brasil.

O acordo garante que as armas e munições trazidas pelo C-17 serão usadas exclusivamente dentro dos exercícios programados. Contudo, a presença de um C-17 e de Boinas Verdes por meio ano no Paraguai sinaliza que Washington quer garantir que seus aliados na região estejam prontos para algo mais sério do que simples exercícios de marcha.

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