A arma voadora de bilhões de dólares: o bombardeiro invisível dos EUA que atacou o Irã e apavora o mundo

É um dos projetos militares mais caros já construídos

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Quando se fala em poder aéreo capaz de atravessar defesas sem ser detectado, um nome costuma aparecer primeiro: o Northrop Grumman B-2 Spirit. Conhecido como “bombardeiro invisível”, ele é um dos projetos militares mais caros e sofisticados já construídos.

Desenvolvido no fim da Guerra Fria para penetrar o espaço aéreo da União Soviética, o B-2 foi pensado para algo específico: entrar, atacar alvos estratégicos — inclusive nucleares — e sair sem aparecer nos radares. Seu design em formato de asa voadora reduz drasticamente a assinatura de radar, tornando-o extremamente difícil de detectar.

Apenas 21 unidades foram produzidas entre 1987 e 2000. Cada aeronave custou centenas de milhões de dólares, e o programa completo alcançou cifras bilionárias. Hoje, cerca de 20 permanecem em operação na Força Aérea dos Estados Unidos, com previsão de uso até 2058.

Uma das maiores ameaças modernas

Bombardeiro Northrop-Grumman B-2 Spirit Bombardeiro Northrop-Grumman B-2 Spirit

O B-2 pode voar mais de 11 mil quilômetros sem reabastecimento e atingir cerca de 15 mil metros de altitude. Com reabastecimento aéreo, o alcance praticamente dobra. Ele transporta até 18 toneladas de armamentos em baias internas, o que preserva sua furtividade.

Originalmente projetado para bombas nucleares como as B61 e B83, o modelo foi adaptado após o fim da Guerra Fria para missões convencionais de precisão. Ele já foi utilizado em conflitos como Kosovo, Iraque, Afeganistão, Líbia e agora, mais recentemente no ataque ao Irã. 

Sua combinação de alcance global, capacidade de ataque estratégico e baixa detecção faz dele um símbolo de poder militar. Não é o bombardeiro mais rápido do mundo — esse posto costuma ser associado ao russo Tupolev Tu-160 — mas é frequentemente citado como um dos mais difíceis de interceptar.

Em cenários de tensão internacional, a simples movimentação de um B-2 já envia uma mensagem clara: trata-se de uma plataforma criada para atravessar fronteiras altamente defendidas e atingir alvos considerados críticos.

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