Algumas crianças surpreendem os pais com as primeiras palavras ou com a facilidade para aprender novas brincadeiras. Isla McNabb, porém, foi muito além disso. Ela começou a chamar atenção da família ainda bebê, quando já conseguia identificar objetos em livros, e pouco depois passou a aprender letras, números e cores por conta própria. Aos 18 meses, ela já dominava o alfabeto e, aos 2 anos, começou a ler palavras. Antes de completar 3 anos, a menina de Crestwood, no Kentucky, Estados Unidos, alcançou o percentil 99 no teste Stanford-Binet, um teste padronizado usado para avaliar habilidades cognitivas e estimar o funcionamento intelectual de uma pessoa, além de entrar para a Mensa, uma organização internacional que reúne pessoas com alto desempenho em testes padronizados de inteligência, e recebido do Guinness World Records o título de integrante feminina mais jovem da organização.
Isla mal tinha aprendido a andar e já surpreendia os pais com sua capacidade de aprendizado
Crianças que se desenvolvem mais rápido do que o normal sempre chamam a atenção dos pais, e o caso de Isla não foi diferente. Jason McNabb e Amanda perceberam que a filha conseguia se concentrar bastante, mas inicialmente não imaginavam que seu ritmo de aprendizagem fosse tão diferente do esperado para a idade. Uma das primeiras pistas apareceu quando Isla tinha apenas 7 meses. Segundo o pai, ela já conseguia apontar ou selecionar determinados objetos em livros ilustrados quando alguém pedia que os identificasse. A evolução ficou ainda mais evidente perto de completar 1 ano. Nessa fase, Isla começou a aprender:
- Cores;
- Números;
- Letras;
- Alfabeto.
Aos 18 meses, a menina já havia aprendido o alfabeto sozinha. Poucos meses depois, veio outra surpresa: ela começou a ler. No segundo aniversário, a família decidiu testar o que Isla já era capaz de fazer. A tia deu a criança um bloco de notas apagável, e Jason escreveu a palavra "vermelho". A menina leu corretamente. O pai então tentou outras palavras, como "azul", "amarelo", "gato" e "cachorro", e ela conseguiu reconhecê-las também.
A família passou a encontrar outras pistas pela casa. Isla organizava letras coloridas de brinquedo perto dos objetos correspondentes, formando palavras como CADEIRA ao lado de uma cadeira e SOFÁ perto do sofá. Até o gato da família, chamado Booger, ganhou uma espécie de legenda feita pela menina: as letras que formavam "GATO" apareciam próximas ao animal.
As demonstrações fizeram os pais procurarem uma avaliação especializada. Quando Isla se aproximava dos 2 anos e meio, uma psicóloga especializada em crianças superdotadas aplicou o teste Stanford-Binet. Segundo Jason, a profissional normalmente não avaliava crianças tão pequenas, mas abriu uma exceção depois de conhecer as habilidades relatadas pela família.
Teste colocou Isla entre os 1% com maior desempenho para sua idade
O teste Stanford-Binet é uma avaliação padronizada usada para medir diferentes habilidades cognitivas e estimar o funcionamento intelectual. Isla alcançou o percentil 99 para sua idade e, com o resultado, entrou para a Mensa, organização internacional que reúne pessoas com alto desempenho em testes de inteligência
O resultado do teste aplicado em Isla ajudou a dimensionar aquilo que os pais já vinham percebendo em casa. Nas Escalas de Inteligência Stanford-Binet, a menina alcançou o percentil 99 para sua faixa etária, colocando seu desempenho entre o 1% mais alto considerado pela avaliação. A pontuação também ultrapassava o nível necessário para ingressar na Mensa International, organização que reúne pessoas com resultados a partir do percentil 98 em testes padronizados de inteligência aceitos pela instituição.
Isla entrou para a organização com apenas 2 anos e passou a deter o reconhecimento do Guinness World Records como a integrante feminina mais jovem da Mensa. Amanda e Jason encontraram na organização uma comunidade de outras famílias que também tinham crianças com altas habilidades e buscavam maneiras de adaptar a educação às necessidades delas.
O desenvolvimento acelerado também trouxe situações inusitadas dentro de casa. Isla algumas vezes pronunciava palavras de maneira diferente porque aparentemente havia aprendido o vocabulário diretamente pela leitura, sem necessariamente ter ouvido aquela palavra antes. Ela também começou a apresentar aos pais o alfabeto da Língua de Sinais Americana, embora eles não soubessem dizer onde havia aprendido. Mesmo com todas essas habilidades, Isla continuava tendo comportamentos típicos de uma criança de sua idade. Gostava de desenhar, estudar, ler e brincar com o gato da família.
Ver 0 Comentários