Um brasileiro que deixou Santa Catarina para morar no interior da China mostrou alguns dos custos e diferenças que encontrou na rotina do país asiático. Em vídeo publicado pelo perfil China360graus, comandado por Maurício da Cruz, que vive na China há 14 anos, ele contou quanto pagou pelo carro, pelo apartamento e pelo condomínio onde mora. O relato também mostra como funciona a escola dos filhos, que estudam em período integral e pagam mensalidade. Entre os detalhes que mais chamam atenção estão a ausência de IPVA e IPTU mencionada no vídeo e a possibilidade de as crianças irem e voltarem sozinhas da escola.
Carro de R$3,8 mil e apartamento por menos de R$300 mil
A conversa começa pelos gastos com moradia e transporte. Segundo o brasileiro, o carro que utiliza na China custou o equivalente a R$3,8 mil e não há cobrança de IPVA, imposto conhecido pelos brasileiros por incidir sobre a propriedade de veículos. O apartamento onde ele vive também é citado. De acorod com o brasileiro, o imóvel teria custado menos de 300 mil yuans, cerca de R$233,7 mil, enquanto o condomínio fica em torno de 90 yuans por mês, R$70 por mês. Já o equivalente ao IPTU não é cobrado.
Os valores apresentados no vídeo ajudam a mostrar como algumas despesas da vida cotidiana podem ser diferentes das encontradas no Brasil, mas não representam necessariamente os custos de todos os moradores ou de todas as cidades chinesas.
Escola custa, funciona em período integral e crianças fazem o trajeto sozinhas
A diferença também aparece quando o assunto é educação. Ao contrário do ensino público gratuito citado na comparação com o Brasil, os filhos do brasileiro estudam em uma escola paga, com custo informado de 1.200 yuans por semestre, o equivalente a R$935. A rotina escolar começa às 8h30 e termina às 17h30, com almoço incluído. Outro detalhe destacado no vídeo é que os pais não precisam necessariamente levar e buscar as crianças: segundo o brasileiro, elas fazem o trajeto sozinhas.
O motivo apontado por ele é a segurança da região onde vivem. E, apesar de morar no interior, ele também diz não se sentir isolado. A residência fica próxima de uma estação de trem-bala, permitindo acesso a outras partes do país. Apesar das diferenças apontadas, o vídeo termina com uma referência bem brasileira: a falta do SUS.
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