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Costumávamos pensar que usar muitos emojis era sinal de imaturidade, mas a psicologia acaba de provar que é justamente o contrário

Receber um "ok" no WhatsApp sem nenhum contexto pode ser muito estressante para o destinatário

Imagens | Tim Witzdam
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PH Mota

Redator
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PH Mota

Redator

Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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Para muitas pessoas, usar muitos emojis em e-mails, mensagens de texto ou conversas de trabalho é um sinal de imaturidade ou falta de profissionalismo que não deve ser ignorado. No entanto, a psicologia moderna analisou por que usamos tantos emojis, e a realidade é que não se trata de um ato infantil, mas de uma tentativa desesperada de recuperar as nuances emocionais que o texto simples nos tirou.

Contexto

Transmitir sarcasmo em texto simples é, sem dúvida, um grande desafio, e não fazê-lo corretamente pode resultar em uma mensagem com um tom rude que pode assustar a pessoa para quem a enviamos. É por isso que usar emojis ou qualquer outro tipo de estratégia expressiva em texto é o que nos impede de transmitir algo que não pretendemos.

Comunicação não verbal

Quando conversamos pessoalmente, as palavras representam apenas uma fração da mensagem, já que o tom de voz, a postura, uma sobrancelha arqueada ou um sorriso transmitem a verdadeira intenção por trás do que dizemos. No ecossistema digital, essa camada de comunicação desaparece, deixando nossas mensagens do WhatsApp ou Slack à mercê da interpretação (e, muitas vezes, do pessimismo) do destinatário.

É aí que entram os emojis, pois, longe de serem meros enfeites, a psicologia os define como substitutos da comunicação não verbal. Além disso, um artigo publicado na Frontiers in Psychology em 2021 demonstrou que os emojis funcionam como símbolos afetivos reais que ajudam a transmitir conteúdo emocional puro.

É possível medir

Uma pesquisa do Journal of Nonverbal Behavior descobriu que adicionar emojis positivos a uma mensagem completamente neutra faz com que o destinatário a perceba como positiva. Da mesma forma, emojis negativos podem instantaneamente escurecer o tom de um texto que não tem intenção maliciosa.

Em conversas privadas, como aponta o periódico Symbolic Interaction, o uso de emojis em conversas românticas aumenta drasticamente a clareza das intenções, reduzindo a temida ambiguidade das primeiras paqueras digitais, que pessoalmente podem ser muito mais claras graças ao tom de voz ou aos olhares que usamos.

Não existe apenas um emoji

Com todas essas evidências, a conclusão lógica seria: "Use todos os emojis que puder para que a pessoa te entenda melhor". Mas a ciência alerta que há um porém, já que o significado dos emojis não é fixo.

Aqui, é importante lembrar que, ao contrário das palavras, que têm definições consensuais em dicionários, os emojis são extremamente dependentes do contexto, da plataforma e, sobretudo, da geração do leitor. O que para um baby boomer ou um millennial é um simples sorriso amigável, para a Geração Z pode ser interpretado como ironia, passividade-agressividade ou até mesmo desprezo.

É rei

A eficácia dos emojis depende inteiramente de onde e com quem você os usa. Pesquisas publicadas no periódico Computers in Human Behavior Reports corroboram a ideia de que, na comunicação informal, os emojis reduzem a ambiguidade e aproximam os interlocutores. Contudo, no ambiente de trabalho, a situação muda, pois, embora contribuam para uma sensação de proximidade, também podem distorcer a percepção da competência do remetente. Observou-se, inclusive, que em e-mails formais ou em comunicações com superiores, o excesso de emojis pode gerar "ruído" na comunicação e prejudicar o profissionalismo ou a adequação da mensagem.

Imagens | Tim Witzdam

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