A ciência foi perguntar à Geração Z quando a juventude acaba: a resposta que chocou as gerações mais velhas

Pesquisa mostra que jovens nascidos enrte 1997 e 2012 consideram que a velhice começa aos 62

George Clooney posa no tapete vermelho
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

Redatora

Uma pesquisa realizada no Reino Unido revelou um dado que chamou atenção: para a Geração Z (nascida entre 1997 e 2012), a velhice começa mais cedo do que muita gente imagina. Segundo o levantamento, jovens entre 18 e 29 anos consideram que o envelhecimento começa aos 62 anos.

O estudo faz parte da campanha Age Without Limits, promovida pelo Centre for Ageing Better — uma organização beneficente que atua para melhorar a qualidade de vida de idosos — e ouviu mais de 4 mil pessoas de diferentes faixas etárias para entender como cada geração enxerga o avanço da idade.

Quando começa a velhice para cada geração

Enquanto a Geração Z aponta os 62 anos como início da velhice, os chamados baby boomers — pessoas  nascidas entre 1946 e 1964 — acreditam que esse marco chega apenas aos 67.

Isso significa que até mesmo famosos com pouco mais de 60 anos, como Tom Cruise, Brad Pitt e George Clooney, já seriam vistas como “idosas” pelos mais jovens.

Tom Cruise e Brad Pitt se abraçam na estreia do filme F1 Atores Tom Cruise e Brad Pitt já são considerados idosos pela Geração Z. Foto:Maja Smiejkowska/Reuters

Para a Geração Z, o declínio cognitivo também começaria aos 62 anos, enquanto a dificuldade com tecnologia surgiria ainda antes, por volta dos 59.

Estilo, saúde e relações: o que os jovens esperam do envelhecimento

A pesquisa também investigou como os jovens enxergam a própria velhice — e os resultados revelam uma visão relativamente pessimista.

Segundo o levantamento, muitos acreditam que certos aspectos da vida começam a mudar antes mesmo da terceira idade. Para eles, por exemplo, seguir tendências de moda deixa de fazer sentido por volta dos 56 anos.

Além disso, os dados mostram inseguranças importantes:

  • Cerca de 20% não acreditam que terão boa aparência quando forem mais velhos;
  • Aproximadamente 25% não esperam ter muitos amigos ou familiares por perto;
  • 27% não acreditam que estarão com boa saúde na velhice.

Padrões "anti-idade" corroboram com o etarismo

Especialistas apontam que essa visão está diretamente ligada ao contato constante com mensagens negativas sobre envelhecer. A exposição a padrões estéticos, discursos sobre juventude e até produtos “anti-idade” contribuem para formar uma ideia distorcida da velhice.

Apesar dessa visão mais rígida sobre idade, a Geração Z demonstrou uma postura mais aberta no mercado de trabalho, sendo mais propensa a valorizar profissionais mais velhos do que gerações anteriores.

O que a ciência diz sobre envelhecer

Uma pesquisa publicada na Nature Communications aponta que a vida humana pode ser dividida em diferentes fases, com mudanças importantes acontecendo ao longo de décadas.

De acordo com esse estudo, o cérebro humano leva cerca de 30 anos para atingir sua forma adulta completa. A partir dos 30 e poucos anos, funções como personalidade e cognição tendem a se estabilizar.

Já mudanças mais significativas no funcionamento cerebral começam a aparecer por volta dos 60 a 66 anos, quando há uma desaceleração na eficiência e reorganização das conexões neurais.

Foto de capa: Shutterstock

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