7 truques para melhorar as habilidades sociais dos filhos

Para trabalhar a inteligência emocional dos nossos filhos, temos que começar trabalhando a nossa

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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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É complicado criar crianças. Você não quer apenas que elas sejam saudáveis. Também quer que tenham amigos, que aprendam, que sejam felizes, que sejam resilientes… Para tudo isso, a inteligência emocional é fundamental e ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais como a empatia e a resolução de conflitos, além de ensinar a enfrentar situações de estresse.

A comunicação é fundamental para alcançar esse desenvolvimento e, como explica a especialista em criação de filhos Kelsey Mora na CNBC, “as crianças que se comunicam bem, lidam com as emoções de forma eficaz e constroem relações saudáveis aprenderam essas habilidades com seus pais”. Se, como pai ou mãe, você faz estas seis coisas, está desenvolvendo as habilidades sociais dos seus filhos e preparando-os para o futuro.

1) Ajude seus filhos a identificar e processar suas emoções

Não é algo simples identificar as próprias emoções, nem mesmo para os adultos. Mas ensinar as crianças a fazer isso é, como explica a psicóloga María Jesús Campos Osa, imprescindível para a educação emocional delas. O trabalho começa conosco, que devemos ser capazes de nomear sem medo diferentes emoções diante das crianças, para que aprendam a reconhecê-las e, sobretudo, a comunicá-las e normalizá-las, sejam agradáveis ou não. Além de nomeá-las, é importante, como explica Kelsey Mora, validar a experiência e a emoção da criança e evitar frases como “não chore”, porque isso “ensina às crianças que todos os sentimentos são válidos e permite que elas se sintam seguras ao se expressar”.

2) Tenha conversas honestas com seus filhos, até mesmo sobre temas complicados

Para entender a que nos referimos, primeiro temos que entender que a honestidade nas conversas com uma criança deve estar sempre adaptada ao seu desenvolvimento. Evitar temas complicados, como a morte ou uma doença, não é tão protetor quanto pode parecer. Os pais que são capazes de abordar conversas difíceis com honestidade “usam uma linguagem simples e clara e convidam a fazer perguntas, ensinando às crianças que está tudo bem falar sobre temas desconfortáveis e buscar apoio”, explica a especialista.

3) Incentive a empatia e se abra a diferentes pontos de vista

Quando temos uma discussão na frente de uma criança, ensinamos muito sobre como lidar com um conflito. Se elas nos veem calmas, se observam que falamos com respeito mesmo tendo opiniões muito diferentes, as crianças aprenderão a discutir de forma construtiva. Se queremos incentivar a empatia, Kelsey Mora recomenda ajudá-las com perguntas como “Como você acha que seu amigo se sente com o que acabou de acontecer?” ou “O que você acha que ajudaria ele a se sentir melhor?”. Dessa forma, desenvolvemos uma perspectiva diferente, mas também “damos a elas uma melhor compreensão do que está sob seu controle e mostramos como suas ações e os fatores externos impactam os outros”.

4) Imponha limites

Embora estejamos praticando uma criação gentil, o objetivo é acalmar seus filhos, mas isso não significa ceder às exigências deles. Em uma criação positiva, como explica o neuropsicólogo Álvaro Bilbao, é imprescindível impor limites “para desenvolver um senso de segurança e compreender quais comportamentos são aceitáveis”. Esses limites devem ser claros e consistentes para lhes proporcionar estrutura e ajudá-los a entender as consequências de suas ações. “É importante comunicar os limites de maneira firme, mas amorosa, explicando as razões por trás deles”, conclui o especialista. Dessa forma, eles não só aprendem que existem regras, como também, quando forem adultos, poderão expressar limites de forma clara e respeitosa.

5) Incentive a resolução de problemas

Existe uma diferença sutil, mas muito significativa, entre aqueles pais que sempre tentam resolver os problemas dos filhos e aqueles que dão ferramentas para que eles enfrentem os próprios desafios. Quando fazemos a segunda opção, estamos ajudando nosso filho a desenvolver resiliência. Segundo Kelsey Mora, em vez de dar soluções, eles fazem perguntas como “O que você acha que poderíamos tentar para melhorar isso?”. Assim, conseguimos que a criança desenvolva confiança para superar desafios no futuro.

6) Brinque com eles

A UNICEF explica que a brincadeira para as crianças é uma forma natural de desenvolver a coordenação motora, mas também de trabalhar as emoções. Para as crianças menores, é a forma de desenvolver habilidades como a resolução de problemas e aprender a processar emoções, superar desafios e construir relações. Com isso em mente, Kelsey Mora garante que é importante participar das brincadeiras com as crianças e “priorizar o tempo de brincadeira não estruturada para que as crianças se sintam conectadas e desenvolvam a própria criatividade, cooperação e confiança”.

7) Prepare-os para o futuro

Segundo Kelsey Mora, a antecipação nos dá a oportunidade de preparar as crianças para o futuro, fazendo com que se sintam mais seguras. A especialista explica que podemos “falar sobre o que esperar antes de um novo evento”, como uma visita ao médico, e fazer isso explicando o que vai acontecer: “Vamos ao médico para um check-up. Eles vão medir o seu crescimento, ouvir seu coração e pulmões e olhar dentro dos seus ouvidos, nariz e boca”.

Também podemos praticar com elas como defender as próprias necessidades, representando situações complicadas e ensinando como estabelecer limites em situações sociais: “Se alguém pressionar você para fazer algo de que não gosta, o que você pode dizer?”.

Fotos | Little Miss Sunshine

Este texto foi traduzido/adaptado do site Trendencias.


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