Nascidos entre 1950 e 1970 têm vantagem psicológica sobre as outras gerações: estão entrando em seu "auge"

Ser mais velho tem muitas vantagens que não se percebem na juventude

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PH Mota

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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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Existe um estereótipo profundamente enraizado entre as pessoas idosas: a imagem de uma pessoa idosa mal-humorada, rígida ou distante. Mas a psicologia vem acumulando evidências há décadas que apontam justamente na direção oposta. O envelhecimento não é apenas um processo biológico de desgaste, mas também um processo de refinamento psicológico.

Estamos enganados

A própria ciência aponta para isso em diversos estudos científicos realizados nos últimos anos. Sua conclusão é convincente a esse respeito: a faixa etária de 60 a 70 anos representa um pico de bem-estar emocional e competência social que as gerações mais jovens, paradoxalmente, estão perdendo.

Efeito da maturidade

A personalidade não é imutável. De acordo com a teoria dos Cinco Grandes Fatores, que identifica os cinco principais traços de personalidade, a passagem do tempo nos molda para melhor. Estudos longitudinais que acompanharam o mesmo grupo de pessoas por um período considerável mostraram que, a partir dos 60 anos, ocorre uma evolução positiva em três áreas diferentes:

  • Conscienciosidade: tornam-se mais responsáveis, organizados e focados.
  • Maior estabilidade emocional: o neuroticismo diminui drasticamente a partir desse ponto, e as tempestades emocionais da juventude dão lugar a uma calma que não é apatia, mas sim regulação.
  • A amabilidade aumenta como uma tendência à cooperação, e o altruísmo também aumenta. Embora, é claro, sempre existam casos completamente diferentes.

Por quê?

Assim como frutas maduras têm um sabor melhor, o mesmo parece acontecer com as pessoas devido à "maturidade natural". Não se trata apenas de os idosos de hoje serem diferentes; o cérebro humano parece estar programado para priorizar a estabilidade e a coesão social à medida que envelhecemos.

Vantagem boomer

Não é apenas que o envelhecimento nos aprimore inerentemente; trata-se de que as gerações atuais estão envelhecendo "melhor" do que seus antecessores. Neste caso, estamos comparando pessoas nascidas entre 1946 e 1964 com as da Geração Silenciosa. Há uma diferença significativa dependendo de onde você nasceu.

Pesquisas recentes sugerem que aqueles nascidos entre 1940 e 1950 estão entrando na terceira idade com maior capacidade intrínseca do que as gerações anteriores. Isso inclui não apenas vitalidade física, mas também maior capacidade cognitiva e psicológica.

Um estudo abrangente sobre as diferenças entre gerações dentro dos Cinco Grandes traços de personalidade descobriu que, embora a maturação nos torne mais calmos, os baby boomers mantêm níveis mais altos de extroversão e abertura à experiência do que seus pais na mesma idade. Em outras palavras: eles são mais velhos, mais sociáveis, mais curiosos e têm maior autonomia.

Os jovens estão perdendo

Talvez a descoberta mais contraintuitiva dos últimos anos venha da Sapien Labs. Em seu relatório "Mental State of the World" (Estado Mental do Mundo), eles identificaram uma alarmante disparidade geracional, mas desta vez em favor das gerações mais velhas.

Enquanto a saúde mental de jovens de 18 a 24 anos se deteriorou significativamente, aqueles com mais de 65 anos permanecem notavelmente estáveis ​​nesse aspecto. Um ponto importante nesse caso é a resiliência relacional, já que, antes da pandemia, e ainda mais depois, os maiores de 70 anos apresentaram níveis significativamente mais altos de "Eu Social" do que a Geração Z. Isso indica uma autoimagem mais forte e menos dependência de validação externa.

Menos dependência

Estudos focados em pessoas com mais de 70 anos relatam sentir menos controle externo sobre suas vidas do que aqueles de 20 anos atrás. Eles internalizaram normas de autonomia e envelhecimento ativo que os protegem psicologicamente.

Gerações recentes de pessoas com mais de 70 anos relatam sentir menos controle externo sobre suas vidas do que aquelas de 20 anos atrás. Elas internalizaram normas de autonomia e envelhecimento ativo que as protegem psicologicamente.

Auge da sabedoria

Finalmente, há a questão da sabedoria. Não no sentido místico, mas como uma medida cognitiva de desempenho. A capacidade de integrar fatos com valores emocionais, o que os psicólogos chamam de "sabedoria pessoal", atinge seu ápice no final da velhice.

Estudos com amostras alemãs validaram que essa capacidade é uma vantagem evolutiva da idade: o cérebro mais velho é mais eficiente em lidar com conflitos sociais e emocionais complexos, algo que nenhuma "inteligência fluida" juvenil consegue replicar facilmente. Isso explica por que nossos idosos são conselheiros tão valiosos em diversos assuntos.

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