Se você tem esses 6 hábitos comuns, pare agora: estudo revela que eles são os verdadeiros culpados pela demência

Cerca de 45% dos casos são atrelados a fatores mutáveis

Foto: Vitaly Gariev/Unsplash
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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Você sabia que o seu estilo de vida pode ser o fator determinante para a saúde do seu cérebro nas próximas décadas? Um novo estudo da Universidade de Lund, na Suécia, revelou dados surpreendentes: embora existam fatores genéticos, cerca de metade dos casos de demência no mundo podem estar ligados a seis fatores de risco que nós mesmos alimentamos no dia a dia.

A boa notícia é que esses hábitos são potencialmente mutáveis. Se você quer adiar ou até evitar sintomas de declínio cognitivo, entender e reconhecer quais são esses "culpados" é o primeiro passo para preservar a saúde intelectual com o passar dos anos. 

Pesquisa levantou uma série de fatores atrelados ao estilo de vida

Durante o estudo, os pesquisadores identificaram 17 fatores de risco com grande influência na doença de Alzheimer e na demência vascular. São eles: colesterol alto, consumo baixo e alto de álcool, depressão, diabetes, doenças cardíacas, escolaridade, histórico de AVC, idade, imc, medicamentos para o coração, morar sozinho, presença do gene APOE ε4, pressão arterial, sexo, sono e tabagismo.

Os estudiosos concluiram que seis desses fatores possuem um papel determinante para o desenvolvimento da demência:

1. Baixo nível de escolaridade e falta de convívio social

O estímulo intelectual precoce e contínuo cria o que os cientistas chamam de "reserva cognitiva". Quanto mais você estuda e aprende ao longo da vida, mais conexões neuronais são formadas. 

2. Diabetes 

O açúcar elevado no sangue danifica os microvasos que irrigam o cérebro. A pesquisa sueca destaca que o controle  da glicemia é fundamental, pois a diabetes acelera o envelhecimento vascular, um dos componentes principais da demência vascular.

3. Tabagismo 

O cigarro não afeta apenas os pulmões. As substâncias tóxicas causam o estreitamento dos vasos sanguíneos, dificultando a chegada de nutrientes ao cérebro. 

O estudo reforça que fumantes têm uma taxa de atrofia cerebral significativamente maior do que não fumantes.

4. Pressão Alta (Hipertensão) 

A hipertensão não controlada força as artérias cerebrais, podendo causar micro-derrames que, muitas vezes, não são percebidos de imediato, mas que acumulam danos irreversíveis à massa branca do cérebro ao longo dos anos.

5. Hiperlipidemia (Gordura no sangue)

Níveis elevados de colesterol e triglicerídeos contribuem para a formação de placas nas artérias (aterosclerose). Quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é comprometido pela gordura, os neurônios começam a morrer por falta de nutrientes, favorecendo o processo de declínio cognitivo.

6. IMC baixo 

Ao contrário do que muitos pensam sobre a obesidade, o estudo da Universidade de Lund acendeu um alerta para o Índice de Massa Corporal (IMC) muito baixo, especialmente em idades mais avançadas. 

A fragilidade física e a perda excessiva de massa muscular e gordura saudável podem indicar má nutrição ou desequilíbrios metabólicos que deixam o cérebro mais vulnerável.

Hábitos diários podem reverter fatores de risco

Os pesquisadores da Universidade de Lund defendem a prática de atividades capazes de funcionar como uma barreira contra a degeneração:

  • prática regular de atividades físicas;
  • higiene do sono;
  • alimentação equilibrada;
  • redução do consumo de álcool;
  • abandono do tabagismo;
  • maior interação social.

Segundo o estudo, essas medidas vão além de apenas reduzir o risco de demência: elas reprogramam o organismo para um envelhecimento com muito mais vitalidade e qualidade de vida.

Foto de capa: Foto: Vitaly Gariev/Unsplash

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