Estava escondido à vista de todos: James Webb finalmente mapeia o mapa de matéria escura que a ciência buscava há décadas

Telescópio mapeou cerca de 800.000 galáxias

Imagem do James Webb | Fonte: NASA/STScI/J. DePasquale/A. Pagan, via National Geographic
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora

Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


223 publicaciones de Vika Rosa

Em um feito que redefine nossa compreensão do cosmos, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) produziu o mapa de matéria escura com a maior resolução já criado. O estudo, publicado na Nature Astronomy em 26 de janeiro de 2026, mapeou cerca de 800.000 galáxias para revelar os filamentos invisíveis que sustentam a estrutura do universo.

A matéria escura não emite, reflete ou absorve luz, sendo detectável apenas por sua influência gravitacional. Ela funciona como o "esqueleto" do universo: sem sua força de atração, galáxias como a nossa Via Láctea simplesmente se despedaçariam.

Como o Webb "enxerga" o que é invisível?

Mapa da matéria escura | Fonte: Dr Gavin Leroy/COSMOS-Webb collaboration, via National Geographic Mapa da matéria escura | Fonte: Dr Gavin Leroy/COSMOS-Webb collaboration, via National Geographic

Para mapear o indetetável, os astrônomos utilizaram uma técnica chamada lente gravitacional fraca. Funciona como olhar através de um vidro ondulado.

A gravidade da matéria escura é tão poderosa que curva a luz de galáxias distantes que estão atrás dela. Essas galáxias de fundo aparecem levemente esticadas ou curvadas. 

Ao calcular a intensidade dessa distorção, os cientistas conseguem determinar exatamente onde a matéria escura está concentrada.

Diferente do Hubble, o Webb usa luz infravermelha para penetrar mais fundo no tempo, revelando galáxias que se formaram há bilhões de anos, logo após o Big Bang.

O berço das galáxias

Os dados revelam a existência de uma "teia cósmica" — filamentos interconectados de matéria escura. Os cientistas observaram que as galáxias se alinham ao longo desses filamentos como contas em um colar.

Onde a matéria escura se aglomera, a matéria comum (gás e poeira) é atraída, dando origem a estrelas e planetas. "É a estrutura gravitacional na qual tudo o mais se encaixa", explicou o físico Richard Massey

Este levantamento, que consumiu 255 horas de observação, servirá como base para futuras missões, como a do Telescópio Nancy Grace Roman e do Observatório Vera C. Rubin, que buscarão entender a natureza das partículas que compõem essa substância misteriosa.

Inicio