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Para colonizar a Lua, provavelmente teremos que viver em cavernas; e a Coreia do Sul já está planejando isso

As cavernas lunares se apresentam como a opção mais viável para instalar um assentamento

Rover lunar / Imagem: Kaist
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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O sonho de colonizar a Lua existe desde que colocamos um pé nela há mais de cinco décadas. Nos estabelecer em nosso satélite traz inúmeros desafios: como obter oxigênio, como arranjar comida e, claro, onde morar. Para esta última questão, já temos uma resposta: em cavernas. O problema é que, primeiro, é preciso explorá-las.

Segundo o site Futurism, uma equipe de cientistas e pesquisadores sul-coreanos projetou um rover pensado especialmente para a exploração dessas cavernas lunares. O trabalho foi publicado na Science Robotics e inclui um vídeo mostrando como o rover é capaz de se mover por terrenos difíceis, suportar temperaturas extremas e até ser lançado a partir de um drone sem sofrer danos.

O segredo está nas rodas. Elas são formadas por lâminas de metal montadas até formar uma espécie de hélice. O curioso é que as rodas são flexíveis e conseguem modificar seu diâmetro de 23 para até 50 centímetros. Isso facilita muito superar obstáculos, entrar por aberturas menores quando necessário e também amortecer quedas. É um design muito simples, sem dobradiças, rolamentos ou peças complexas; elas simplesmente se dobram ou se expandem por torção, como se fossem uma mola.

Imagem: Science Robotics Imagem: Science Robotics

O principal desafio nas cavernas é que as condições são extremas. Durante o dia, a temperatura pode chegar a 127 ºC e, à noite, cai para -173 ºC, o que é inviável. Também existe o problema da radiação a longo prazo. Isso tudo vale para a superfície, mas há uma boa notícia: a Lua possui uma série de fossas ou cavernas onde a temperatura é muito mais estável, em torno de 17 ºC.

E há mais. Em meados de 2024, a NASA descobriu uma enorme caverna na cratera Mare Tranquillitatis, perto da área onde a missão Apollo 11 pousou em 1969. Estima-se que a caverna — que na verdade é um tubo de lava — tenha cerca de 45 metros de largura e alcance até 80 metros de comprimento; além disso, o solo é bastante plano, o que torna viável instalar um assentamento em seu interior. Por enquanto, essa caverna ainda não foi explorada, embora já tenham sido propostas soluções para isso.

O retorno à Lua é um dos projetos espaciais mais importantes em andamento atualmente. O Programa Artemis não propõe apenas voltar a pisar em nosso satélite, mas estabelecer nossa presença nele. A primeira missão não tripulada foi lançada em 2022, e o plano é que a Artemis II decole em fevereiro de 2026. A Artemis III, sem data definida, será a primeira missão tripulada.

Imagem | Kaist

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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