China vai colocar astronauta para viver um ano em órbita na estação espacial Tiangong

A China quer ir à Lua e sua corrida espacial continua avançando em bom ritmo

Corrida espacial chinesa
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A missão Shenzhou 23 foi um sucesso em sua viagem até Tiangong, segundo relatam os veículos de comunicação chineses, que também apontam esse marco como um grande passo à frente na corrida da China rumo à Lua. Certamente, cada um desses avanços leva o país asiático para mais perto do nosso satélite. 

No entanto, vale destacar que os marcos alcançados com essa última missão são mais conquistas da corrida espacial chinesa em geral, e não tão específicas da exploração lunar.

Também vale destacar que vários recordes foram batidos ou devem ser batidos, mas, novamente, tratam-se de recordes particulares dessa nação, e não em nível mundial. Tudo isso indica que eles possuem a capacidade das grandes potências espaciais, embora muito do que estejam fazendo já tenha sido realizado anteriormente.

Três novos taikonautas no espaço

Esta semana, no dia 24 de maio, três taikonautas (nome pelo qual os astronautas chineses são conhecidos no Ocidente) partiram rumo à estação espacial Tiangong com a ajuda de um foguete Long March. O acoplamento a uma das portas da estação foi realizado sem problemas 3,5 horas depois. Espera-se que dois dos três tripulantes da nave passem cerca de 6 meses nessas instalações, o normal nesse tipo de missão. No entanto, um deles, cujo nome ainda não foi especificado, baterá o recorde de passar um ano no espaço.

Já houve outros astronautas que passaram cerca de um ano no espaço. Na NASA, o recorde pertence ao astronauta Frank Rubio, que passou 371 dias a bordo da Estação Espacial Internacional. Antes dele, o topo do pódio da agência espacial estadunidense era ocupado por Mark Vande Hei, com 355 dias. No entanto, ambos ficam muito abaixo dos 437 dias que o cosmonauta russo Valeri Polyakov passou na estação russa Mir.

Os três tripulantes dessa missão chinesa são Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Li Jiaying. Esta última é a quarta mulher taikonauta e a primeira pessoa de Hong Kong a viajar ao espaço. Antes, ela era inspetora de polícia. A próxima missão para Tiangong levará a bordo um astronauta paquistanês, portanto novos marcos inéditos continuarão sendo alcançados.

Futuros experimentos

Os astronautas que agora chegaram à estação espacial chinesa realizarão diversos experimentos relacionados a medicina, ciência dos materiais, física de fluidos e biologia. Destacam-se aqueles que serão conduzidos pelo tripulante que prolongará sua estadia por um ano, já que ele será responsável por estudar como a microgravidade afeta o corpo humano em permanências longas. Ele também se concentrará nos efeitos psicológicos do confinamento e, em geral, em tudo o que poderia afetar a saúde dos futuros colonos lunares.

É claro que a China está de olho na Lua. Com suas missões Chang’e, o país realizou um estudo muito aprofundado do nosso satélite. Os chineses conseguiram mapeá-lo, pousar em seu lado oculto e coletar amostras para trazê-las de volta à Terra para análise. Inclusive, uma semente chegou a germinar em uma biosfera simulada dentro do território lunar. 

O objetivo chinês é realizar um pouso lunar em 2030. Do lado dos EUA, o pouso da NASA está marcado para 2028.

Imagens | CMSA

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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