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Espero que seja só coincidência", afirma Donald Trump após 12º cientista da NASA ser encontrado morto em um Tesla nos EUA

Caso envolvendo pesquisador da NASA e acidente com Tesla entrou na mira do FBI após série de mortes consideradas suspeitas

Joshua
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

Redatora

A morte do engenheiro aeroespacial Joshua LeBlanc, de 29 anos, continuou a alimentar discussões nos Estados Unidos sobre uma sequência de desaparecimentos e mortes envolvendo cientistas ligados a projetos considerados sensíveis nas áreas espacial, nuclear e militar.

LeBlanc trabalhava na NASA havia cerca de cinco anos e participava de pesquisas relacionadas a sistemas de propulsão nuclear para futuras missões espaciais. O corpo dele foi encontrado carbonizado em julho de 2025 após um acidente envolvendo seu Tesla no estado do Alabama.

Segundo autoridades locais, o veículo colidiu contra uma barreira de proteção, atingiu árvores e pegou fogo logo depois. Familiares haviam registrado o desaparecimento do engenheiro horas antes, após ele faltar ao trabalho e deixar objetos pessoais importantes, como celular e carteira, em casa. 

Dados do sistema Tesla Sentry Mode mostraram ainda que o carro permaneceu estacionado durante cerca de quatro horas no aeroporto de Huntsville antes do acidente — uma parada que, segundo familiares, não fazia parte dos planos de Joshua naquele dia. 

FBI investiga possível relação entre cientistas mortos e desaparecidos

O caso passou a integrar uma investigação conduzida pelo FBI envolvendo outros cientistas e especialistas ligados a projetos estratégicos dos Estados Unidos.

Desde 2022, ao menos 12 pesquisadores ligados a áreas nucleares, espaciais e militares morreram ou desapareceram em circunstâncias consideradas incomuns. Entre os nomes citados em reportagens americanas estão Monica Reza, Amy Eskridge, Nuno Loureiro, Frank Maiwald, Carl Grillmair e o major-general William Neil McCasland. 

Até o momento, as autoridades afirmam que não existe comprovação oficial de ligação entre os casos. Mesmo assim, o FBI confirmou que abriu uma apuração conjunta com outras agências federais.

“O FBI está liderando os esforços para buscar conexões entre os cientistas desaparecidos e mortos”, informou a agência em comunicado enviado à Fox News Digital. 

Declaração de Trump aumentou repercussão do caso

A investigação também chegou à Casa Branca. O presidente Donald Trump comentou publicamente os casos durante conversa com jornalistas e afirmou esperar que os episódios não estejam conectados.

“Espero que seja coincidência, mas vamos saber nas próximas semanas. Acabei de sair de uma reunião sobre esse assunto”, declarou o presidente.

Cientistas estavam ligados a áreas consideradas estratégicas

Boa parte dos profissionais citados nas investigações atuava em setores considerados críticos para os Estados Unidos, incluindo energia nuclear, defesa aeroespacial, inteligência militar e tecnologias avançadas de propulsão.

Joshua LeBlanc, por exemplo, trabalhava em projetos ligados ao programa DRACO, iniciativa que busca desenvolver motores nucleares para acelerar futuras viagens espaciais de longa distância. 

Foto de capa: New York Post/Internet

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