Estudantes do Instituto Politécnico Nacional (IPN), no México, que realizaram um estágio de pesquisa na Universidade de Tsinghua, na China, desenvolveram o protótipo Safe Step. Trata-se de uma bengala inteligente criada para proporcionar mais segurança e autonomia a pessoas com deficiência visual durante seus trajetos na rua.
De acordo com um comunicado divulgado pela instituição, o dispositivo não conta apenas com sensores capazes de identificar obstáculos pelo caminho, mas também traz um botão de emergência que transmite a localização do usuário em tempo real para um contato de confiança. Com essa proposta, o Safe Step conquistou o primeiro lugar entre os projetos apresentados no intercâmbio.
Como funciona o Safe Step
Conforme detalhado no comunicado, os sensores mapeiam obstáculos próximos em diferentes alturas do corpo e alertam sobre a aproximação, emitindo vibrações na empunhadura. Esse mecanismo permite que o usuário antecipe eventuais riscos ao longo de sua locomoção.
O equipamento também incorpora um botão de emergência que permite avisar uma pessoa de confiança sobre situações de perigo, além de compartilhar a localização em tempo real para agilizar o socorro. Em entrevista ao El Sol de Toluca, os responsáveis pelo projeto destacaram que o objetivo primordial é tornar o acessório acessível a qualquer pessoa, independentemente de sua classe social:
“"Nosso projeto é nobre porque buscamos levar a todas as famílias, sem importar seu nível socioeconômico, essa bengala inteligente para pessoas com deficiência visual. Muitas vezes, quem vive com essa condição não tem condições financeiras de arcar com essas tecnologias".”
O projeto não começou na China
Os alunos explicaram ainda que o Safe Step representa a consolidação de uma jornada que começou logo quando ingressaram no instituto. "Conquistar o primeiro lugar nos provou que todo esse esforço podia se transformar em algo capaz de impactar a vida de outras pessoas", afirmou Inzunza.
Apolo Rodríguez, chefe do Departamento de Captação de Recursos da Universidade Mexicana, explicou que a viagem à China só foi possível graças ao Programa de Formação de Líderes. O projeto integra uma estratégia de internacionalização voltada a ampliar a participação de alunos em intercâmbios com instituições do exterior.
Essa iniciativa é voltada a "alunos que se destacam por suas notas, iniciativa e compromisso com a formação acadêmica". De acordo com a estudante, durante a permanência na Universidade de Tsinghua, o grupo participou de aulas focadas em competências comportamentais, trabalho em equipe, negociação, liderança e inteligência emocional, entre outras áreas.
Matéria traduzida de Xataka*
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