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TV 3.0 vai deixar a TV aberta com cara de serviço de streamming

TV 3.0 vai proporcionar imagem em resolução 4K, som imersivo e interatividade gratuita para TV aberta

mão segurando controle de televisão. Créditos: banco de imagens
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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A televisão brasileira está prestes a viver uma nova revolução tecnológica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (27), o decreto que regulamenta a chamada TV 3.0, também conhecida como DTV+. O novo sistema deve começar a funcionar já a partir de 2025 em fase experimental e, até 2026, estará presente em todas as capitais, ao menos parcialmente.

Na cerimônia de assinatura, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a novidade representa “um passo forte para tornar o Brasil soberano na tecnologia”. Já o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, ressaltou que ninguém será obrigado a trocar antenas de imediato. O atual sistema seguirá em funcionamento durante um período de transição, e os canais continuarão gratuitos e acessíveis. A seguir, entenda mais sobre essa novidade no Brasil.

O que é a TV 3.0?

Mas afinal, o que é essa tal TV 3.0? A TV 3.0 é a nova geração da televisão digital aberta no Brasil, que vai substituir gradualmente o sistema em uso desde 2007. O grande diferencial desta TV está na combinação entre transmissão gratuita e recursos interativos conectados à internet. Isso significa uma maior qualidade de imagem e som, além de novas formas de interação com o conteúdo.

A seguir, veja as principais características da TV 3.0:

  • Quando e onde vai funcionar? A implantação da TV 3.0 será gradual, com início em 2025 nas cidades de São Paulo e Brasília. Até a Copa do Mundo de 2026, todas as capitais brasileiras já terão acesso, ainda que parcialmente.
  • Quem poderá utilizar? Qualquer pessoa com TV aberta poderá acessar o novo sistema. Quem tiver aparelhos mais antigos poderá utilizar um conversor específico, sem necessidade de trocar a televisão de imediato.
  • Quais os principais recursos da TV 3.0? Entre os destaques estão transmissões em 4K, com possibilidade de evoluir para 8K, além de áudio imersivo. Também haverá legendas personalizáveis, audiodescrição, tradução em libras, publicidade segmentada e até múltiplos ângulos de transmissão. Funções interativas, como acesso a aplicativos, serviços sob demanda e comércio eletrônico, também serão possíveis.
  • A TV 3.0 será gratuita? Sim. Assim como a TV aberta atual, o acesso continuará gratuito, bastando ter antena e televisão compatível ou conversor.
  • O governo obrigará a migração? Não. A tecnologia atual (TV 2.0) seguirá funcionando em paralelo por pelo menos 10 a 15 anos, dando tempo para adaptação gradual da população.

Diferenças entre a TV2.0 e TV3.0

O sistema em uso atualmente, chamado TV 2.0, trouxe a digitalização da transmissão em 2007, garantindo melhor qualidade de imagem e som em relação ao antigo sinal analógico. A TV 3.0, por sua vez, vai muito além em questões de qualidade: oferece imagem em 4K, possibilidade de 8K, som imersivo e integração com a internet.

Outro ponto importante é a mudança na experiência do usuário. Enquanto hoje os canais são acessados por números no controle remoto, no novo padrão eles serão representados por ícones, semelhantes aos que já vemos em serviços de streaming como Netflix e YouTube. Essa aproximação torna a TV aberta mais parecida com as plataformas digitais que já fazem parte da rotina dos brasileiros.

O que muda com a sua implementação?

De acordo com o ministro de Comunicações, com a chegada da TV 3.0, o Brasil entra em um novo patamar na radiodifusão mundial. Para o público, a principal mudança será a oferta de uma TV aberta mais moderna, interativa e acessível. O sinal continuará gratuito, mas vale dizer que, quem quiser aproveitar os recursos extras, precisará ter acesso à internet.

Para a indústria, a novidade abre espaço para publicidade segmentada, novas formas de comércio eletrônico e maior conectividade. A expectativa é que, a partir da Copa do Mundo de 2026, o sistema já esteja atuando nas capitais brasileiras, oferecendo uma experiência de TV aberta mais próxima do streaming, mas com a característica de ser universal e gratuita.

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