Por que as teclas do teclado são em QWERTY? A história do layout mais usado do mundo

O padrão pode mudar, dependendo do país ou marca

Teclado | Fonte: Unsplash/Ali Yılmaz
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Se o teclado parece “fora de ordem”, há uma razão histórica. O layout QWERTY — nome que vem das seis primeiras letras da fileira superior — surgiu no século XIX com o inventor americano Christopher Latham Sholes, um dos criadores das primeiras máquinas de escrever comerciais.

Na época, as hastes metálicas das teclas travavam quando combinações muito usadas eram digitadas rapidamente. Para reduzir o problema, Sholes reorganizou as letras, afastando certos pares comuns no inglês. O desenho também atendia operadores de telégrafo que transcreviam código Morse.

O padrão se consolidou quando a fabricante E. Remington and Sons passou a vender máquinas com esse layout e oferecer cursos de datilografia. O efeito de mercado fez o resto: escolas, empresas e depois computadores adotaram o mesmo padrão.

Isso não significa que seja o mais eficiente. Em 1932, August Dvorak criou o layout Dvorak, pensado para aumentar velocidade e ergonomia. Há ainda variações como AZERTY (França), QWERTZ (Alemanha) e padrões nacionais como o ABNT no Brasil. Claro que existem modelos adaptados para idiomas asiáticos como japonês, mandarim, etc, além de outras línguas como o árabe.

Mesmo com alternativas, o QWERTY permanece dominante por tradição, padronização e custo de mudança — não necessariamente por superioridade técnica.

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