Hoje ele é inseparável do sofá. Pequeno, movido a pilhas e com um LED infravermelho na ponta, o controle remoto virou símbolo de conforto. Mas sua história começou bem antes da televisão — e não exatamente por entretenimento.
Em 1898, Nikola Tesla apresentou um barco controlado por rádio, um dos primeiros precursores do comando à distância. Poucos anos depois, em 1903, o espanhol Leonardo Torres-Quevedo criou o Telekino, capaz de enviar instruções sem fio a máquinas. A ideia era controlar dirigíveis e reduzir riscos humanos — nada a ver com trocar de canal.
O salto doméstico veio em 1950, quando a Zenith Radio Corporation lançou o primeiro controle remoto para TV, criado por Eugene Polley. Ainda com fio, ele evitava que o espectador precisasse levantar e a ideia surgiu por conveniência (para não dizer preguiça). Em 1956, surgiu a versão sem fio.
A tecnologia evoluiu para o infravermelho, Bluetooth e até aplicativos no celular. Mas o impulso decisivo foi simples: conveniência. No fim, o controle remoto se popularizou menos por genialidade técnica — e mais porque ninguém queria sair do sofá.
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