Pela primeira vez em seus 51 anos de história, a Microsoft está adotando uma estratégia inédita para reduzir seu quadro de funcionários: em vez de demissões diretas, a gigante de Redmond oferecerá pacotes de saída voluntária, segundo a CNBC. O programa, que deve ser aberto em maio, reflete uma mudança drástica nas prioridades da companhia, que tem direcionado quantias astronômicas de capital para a infraestrutura de Inteligência Artificial.
A estimativa é que cerca de 7% dos funcionários baseados nos Estados Unidos sejam elegíveis, o que pode representar até 8.750 pessoas deixando a empresa. O programa é focado em trabalhadores de nível de diretoria sênior para baixo, utilizando um critério específico: a soma da idade do funcionário com os anos de serviço deve ser igual ou superior a 70. Aqueles que aceitarem o acordo receberão suporte financeiro para o que a empresa chama de "próximo passo em seus próprios termos".
O custo bilionário da corrida pela IA
Essa movimentação não acontece de forma isolada. Nos últimos anos, a Microsoft realizou sucessivos cortes que somam milhares de demissões em diversas áreas, desde a divisão Xbox até o LinkedIn.
O motivo por trás desse enxugamento é financeiro: a empresa planeja gastar cerca de US$ 80 bilhões apenas neste ano fiscal para expandir data centers e serviços voltados para a IA, o que exige um redirecionamento severo de recursos.
Enquanto a Microsoft e outras gigantes, como a Meta, que também anunciou cortes para bancar suas ambições em IA, registram lucros recordes e aumentos na compensação de seus CEOs, os trabalhadores enfrentam um cenário de incerteza.
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