Nem meses, nem anos: a China desafia a lógica da engenharia ao erguer um viaduto gigante de milhares de toneladas em apenas 24 horas

Estrutura pré-fabricada de 2.500 toneladas foi instalada sob uma ferrovia ativa usada diariamente por trens de carga

Viaduto Instalado Na Cidade De Guangyuan
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Inovação, tecnologia e agilidade: esses podem ser considerados os três pilares que sustentam a engenharia chinesa. E isso tem ficado cada vez mais evidente em projetos de infraestrutura que parecem desafiar todos os limites do tempo e da logística. Na cidade de Guangyuan, na província chinesa de Sichuan, equipes de engenharia conseguiram remover uma antiga passagem ferroviária de 650 toneladas e instalar um novo viaduto de 2.500 toneladas em apenas 24 horas. O mais impressionante é que toda a operação aconteceu sob uma ferrovia ativa utilizada todos os dias para transporte de cargas, sem provocar uma paralisação prolongada na circulação dos trens.

A engenharia chinesa removeu uma ponte inteira e colocou outra ainda maior em apenas 24 horas

Sem dúvidas alguma, um dos pontos que mais chamam a atenção nas obras chinesas é a velocidade de execução. E um dos exemplos mais recentes disso aconteceu no dia 14 de abril, na cidade de Guangyuan, quando equipes de engenharia removeram uma antiga estrutura de 650 toneladas e instalaram um novo viaduto de 2.500 toneladas em apenas 24 horas sob uma ferrovia ativa.

É claro que a obra ganhou repercussão nas redes sociais, depois que vídeos do processo começaram a circular. As imagens mostram equipes trabalhando de forma sincronizada para retirar a antiga estrutura e deslizar o novo viaduto até a posição final em um intervalo de tempo inacreditável. Veja o vídeo:

Apesar de nas imagens o processo parecer algo simples, existe um enorme planejamento por trás da construção. A estrutura já havia sido pré-fabricada antes da interrupção da ferrovia, permitindo que a etapa mais crítica acontecesse durante o período de apenas 24 horas. Essa técnica utilizada é conhecida como pré-fabricação com deslizamento, um método avançado de construção que permite montar grande parte da estrutura fora da área principal da obra e movê-la posteriormente para o local definitivo. 

Dessa forma, engenheiros conseguem reduzir significativamente o tempo de bloqueio de rodovias e das linhas ferroviárias, consideradas estratégicas para a mobilidade urbana, o transporte de cargas e o funcionamento logístico da região. No caso de Guangyuan, isso era essencial porque a ferrovia Guangyuan-Dazhou é usada diariamente para o transporte de carvão e outros produtos industriais. Por isso, uma interrupção prolongada poderia causar impactos logísticos importantes na região.

O viaduto gigante foi instalado sem a necessidade de parar a ferrovia por vários dias

viaduto de 2.500 toneladas instalado na China Equipes chinesas removeram uma antiga estrutura de 650 toneladas e instalaram um novo viaduto de 2.500 toneladas em apenas 24 horas bem em cima de ferrovia ativa

Apesar da operação principal ter durado apenas um dia, obras desse tipo exigem semanas, ou até meses de preparação. Antes da instalação final, é necessário fabricar os módulos da estrutura, realizar estudos de estabilidade, planejar a logística do deslocamento e coordenar diferentes equipes técnicas. A etapa mais delicada aconteceu durante a suspensão temporária da linha férrea, quando a antiga passagem foi retirada e o novo viaduto deslizado para a posição correta. Depois disso, os trilhos e os sistemas de suporte foram reinstalados para que a circulação ferroviária fosse retomada rapidamente.

Segundo autoridades chinesas, o projeto faz parte de um plano para ampliar a capacidade viária da região e reduzir congestionamentos em uma estrada considerada estratégica para a mobilidade urbana de Guangyuan. Com a nova estrutura, a passagem passou de duas para quatro faixas. Além da velocidade da execução, a obra chinesa acabou virando um exemplo de como a tecnologia vêm transformando grandes projetos de infraestrutura. Ao reduzir o tempo de intervenção em áreas consideradas essenciais, técnicas como essa diminuem impactos no trânsito, reduzem riscos operacionais e evitam paralisações em serviços considerados fundamentais.


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