Venezuela, Colômbia e Chile: quais outros lugares da América Latina podem ter terremoto?

A atividade tectônica dos Andes e de outras regiões da América Latina coloca vários países no mapa de risco sísmico, mas a intensidade e a frequência dos tremores variam bastante de uma área para outra

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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Terremotos não acontecem apenas no Chile, na Colômbia ou na Venezuela. Outros países da América Latina também estão próximos de zonas de encontro entre placas tectônicas ou possuem falhas que produzem tremores, embora o risco não seja igual em todo o território. Peru, Equador, Bolívia, Argentina, México e países da América Central, por exemplo, também aparecem em diferentes mapas de ameaça sísmica. A explicação está principalmente na movimentação das placas que formam a crosta terrestre e, em especial, na intensa atividade tectônica ao longo dos Andes e do Pacífico.

Chile, Peru e Equador estão sobre uma das regiões mais ativas do planeta

Quando se olha para o mapa da América do Sul, existe uma faixa que chama bastante atenção: a região oeste do continente, acompanhando a Cordilheira dos Andes. É ali que a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana em um processo conhecido como subducção. Esse movimento acontece de forma agressiva, e as placas podem ficar parcialmente travadas enquanto continuam acumulando tensão. Quando parte dessa energia é liberada, o resultado pode ser um terremoto. É por isso que países como Chile, Peru, Equador e Colômbia estão entre os territórios mais suscetíveis a terremotos na região.

Mas os terremotos da América do Sul não seguem exatamente a linha da costa. A dinâmica das placas também influencia áreas localizadas no interior do continente, fazendo com que Bolívia e o oeste da Argentina apresentem regiões com ameaça sísmica. Isso não significa que todos esses países tenham terremotos fortes com a mesma frequência. O risco depende de fatores como a localização das falhas, a profundidade dos terremotos, as características do solo e a proximidade das cidades em relação às áreas de maior atividade.

México e América Central também estão sobre um quebra-cabeça de placas tectônicas

A situação muda de escala quando o mapa avança para o norte. México e vários países da América Central também estão localizados em uma região onde diferentes placas tectônicas interagem. No México, por exemplo, existem zonas de subducção e sistemas de falhas capazes de produzir terremotos. A América Central também reúne diferentes estruturas tectônicas, incluindo áreas onde uma placa mergulha sob outra e regiões marcadas por falhas transformantes. Por isso, essa é uma região com atividade sísmica significativa, especialmente em países próximos ao Pacífico, como Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica.

Já o Brasil ocupa uma posição diferente. Grande parte do território está localizada no interior da placa Sul-Americana, distante das principais zonas de encontro entre placas. Isso reduz bastante a ameaça em comparação com países como Chile e Peru, mas não torna o país imune a terremotos. O território brasileiro também registra tremores, geralmente associados a movimentos e falhas existentes no interior da própria placa. A diferença é que, em geral, esses eventos são menos frequentes e menos intensos do que aqueles observados nas bordas das placas tectônicas.

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