A China criou um metrô ultraleve movido por inteligência artificial que roda com autonomia total e revoluciona os trilhos

Novo VELLINK combina sensores, IA, materiais mais leves e sistemas de economia de energia para reduzir peso, cabeamento, consumo e emissões

Metro Chines
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
laura-vieira

Laura Vieira

Redatora
laura-vieira

Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

971 publicaciones de Laura Vieira

O VELLINK, novo modelo de metrô desenvolvido na China, estreou internacionalmente nesta semana com uma proposta que mistura inteligência artificial, digitalização e eficiência energética. Desenvolvido pela CRRC Changchun Railway Vehicles Co., o trem foi apresentado em Berlim, na Alemanha, durante a InnoTrans 2026, realizada entre 22 e 25 de setembro. A tecnologia ultra moderna usa sensores, sistemas de processamento e comunicação de alta velocidade para que diferentes partes do veículo trabalhem de forma integrada. Ao mesmo tempo, mudanças na estrutura e nos materiais reduziram o peso do trem em cerca de 18% e o consumo de energia em mais de 10%.

A China colocou IA no metrô e reduziu pela metade parte da eletrônica do trem

Por fora, o VELLINK ainda tem tudo o que se espera de um metrô. A diferença está no que acontece por dentro: sensores, algoritmos de inteligência artificial e sistemas de comunicação trabalham juntos para transformar o próprio trem em uma plataforma capaz de perceber e processar informações. Para fazer isso, o projeto combina nuvem, processamento de borda e dispositivos instalados no veículo. Essa arquitetura distribui o processamento entre diferentes partes do sistema e permite que os dados coletados pelos sensores sejam usados em funções de percepção, tomada de decisões e interação.

por dentro do metro

A mudança também simplificou a estrutura eletrônica do metrô. Segundo a fabricante, o VELLINK tem 50% menos unidades principais de controle e 30% menos cabeamento a bordo. Isso significa que o metrô foi projetado para ter uma camada digital distribuída por sua própria estrutura. Sensores multidimensionais coletam informações, enquanto algoritmos de IA e sistemas de comunicação de alta velocidade trabalham sobre esses dados.

Essa integração também permitiu simplificar a estrutura eletrônica do veículo. Segundo os dados apresentados pela fabricante, o VELLINK reduziu pela metade a quantidade de unidades principais de controle e diminuiu em 30% o cabeamento instalado a bordo. O resultado dessa combinação de fatores é um trem que tenta fazer mais usando uma estrutura física mais enxuta, e essa redução não ficou apenas na parte eletrônica.

Menos peso, menos energia e mais tecnologia: o que muda no VELLINK

A busca por eficiência também chegou aos materiais utilizados na construção e aos sistemas responsáveis pelo funcionamento do metrô. Com componentes mais leves e soluções relacionadas à economia de energia, o veículo ficou aproximadamente 18% mais leve. Entre as principais características apresentadas pela fabricante estão:

  • 18% menos peso no veículo;
  • mais de 10% de redução no consumo geral de energia;
  • cerca de 15% menos emissões de carbono considerando todo o ciclo de vida do trem;
  • 50% menos unidades principais de controle;
  • 30% menos cabeamento a bordo;
  • sensores multidimensionais integrados a sistemas de IA;
  • comunicação de alta velocidade entre os diferentes sistemas.

Mas a proposta vai além da eficiência do transporte. O interior do VELLINK também foi pensado para tornar a viagem mais confortável, com janelas panorâmicas, iluminação no teto que simula um céu estrelado e assentos que podem ser reorganizados de acordo com diferentes necessidades. O isolamento acústico também recebeu melhorias para reduzir o ruído durante a operação. Veja o vídeo:

Assim, o projeto apresentado em Berlim combina duas frentes que nem sempre aparecem juntas nas discussões sobre transporte urbano: uma arquitetura cada vez mais digital e uma preocupação em reduzir peso, consumo de energia e emissões. 

Inicio