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Uma estação chinesa treinou seus funcionários para economizar 2 segundos em suas tarefas; e agora, recebe 30.000 passageiros a mais

A Estação Ferroviária Sul de Guangzhou é fundamental para a mobilidade no eixo sul-norte do país

Estação de trem chinesa / Imagem:  Tauno Tohk e Yang
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Pense em uma atividade que você repete diariamente. Pense em quanto tempo ela leva e no que significaria dedicar dois segundos a menos. O que você faria com esse tempo? Foi isso que se perguntaram os funcionários e técnicos da Estação Ferroviária Sul de Guangzhou (China). E o resultado foi espetacular: 48 trens a mais em circulação e 30.000 passageiros a mais nas linhas.

2 segundos: esse era o tempo que os funcionários e técnicos chineses da Estação Ferroviária Sul de Guangzhou tinham em mente. Era o grande objetivo. Durante mais de um mês, todos trabalharam com uma meta clara: reduzir em dois segundos o tempo necessário para limpar e preparar os trens que passam pela estação.

Zhong Miao, oficial de serviço de controle integral da Estação Ferroviária Sul de Guangzhou, explicou à imprensa chinesa que, após um mês e meio, conseguiram reduzir o tempo dessa tarefa de 58 para 56 segundos. O objetivo final, naturalmente, era que o trem permanecesse menos tempo parado.

Com as mudanças implementadas, os funcionários da estação conseguiram colocar 48 trens a mais em circulação em um único dia. Os dois segundos, que podem parecer insignificantes, permitiram aumentar o número de passageiros em mais de 30.000 pessoas.

Para alcançar isso, segundo os veículos de comunicação locais, os funcionários trabalharam com uma enorme quantidade de dados coletados por meio de numerosas câmeras (essa estação conta com uma sala de controle equipada com 208 telas). Com elas, analisaram quanto tempo os passageiros permaneciam na estação — foi possível reduzir o tempo de circulação dos viajantes em 17% em comparação com o registrado há três anos.

A Estação Ferroviária Sul de Guangzhou

Para um trem, dois segundos eram algo quase desprezível. Para uma estação por onde passam mais de meio milhão de pessoas todos os dias, é uma diferença enorme. A nova forma de operação foi implementada aproveitando o Festival da Primavera, período em que as viagens se multiplicam por causa do Ano-Novo Chinês.

Se as previsões se confirmarem, em média, 530.000 passageiros por dia passarão por essa estação nos trens de alta velocidade chineses. Calcula-se que, em outubro do ano passado, foi batido um novo recorde quando o número de passageiros em trânsito pela estação quase chegou a um milhão.

Essa não é a estação mais movimentada da China e suas 28 plataformas também não representam nenhum recorde. Mas, para termos uma ideia da intensidade do movimento interno, no último dia 13 de fevereiro foram operados 1.200 trens em um único dia devido aos deslocamentos do Festival da Primavera mencionado.

A estação está localizada em um ponto estratégico, perto de Shenzhen e de Hong Kong, e funciona como estação de passagem para todos os viajantes que chegam do sudeste da China rumo a grandes cidades como Chongqing, Pequim e Xangai, às quais está conectada.

De fato, a linha Guangzhou–Pequim é uma das joias do sistema ferroviário chinês. Desde 2012, é a linha de alta velocidade mais longa do mundo, com 2.298 quilômetros. Durante sua inauguração, a meta era que o trem levasse menos de oito horas para percorrer uma distância comparável à de uma viagem entre Algeciras e Amsterdã. Hoje, esse trajeto pode ser feito em 7 horas e 17 minutos ao se utilizar o trem-bala mais rápido.

Foto | Tauno Tohk e Yang

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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