Durante décadas, quando pensávamos em exercício físico, nossa mente quase automaticamente se voltava para o aumento da atividade cardiovascular. Correr, nadar ou andar de bicicleta eram as principais recomendações para manter um coração saudável e prolongar a expectativa de vida, ou pelo menos viver com melhor qualidade de vida.
No entanto, estamos gradualmente normalizando a necessidade de priorizar o treinamento de força em qualquer idade.
Por quanto tempo?
Essa é uma das grandes perguntas que qualquer pessoa pode fazer ao tentar quantificar o volume diário de exercícios. Existem recomendações claras, como caminhar em ritmo acelerado por uma hora por dia, mas quando se trata de treinamento de força, éramos bastante deficientes.
Agora, uma nova e monumental análise surgiu para fornecer números exatos para o que antes eram recomendações gerais, estabelecendo um período preciso para maximizar nossa expectativa de vida.
O que foi descoberto?
As descobertas vêm de um estudo observacional em larga escala com 147.374 participantes e um acompanhamento exaustivo que se estendeu até os 30 anos de idade. Seus resultados positivos foram publicados no British Journal of Sports Medicine.
Quando se trata de levantamento de peso ou treinamento de resistência, a intuição pode sugerir que "mais é melhor", mas a fisiologia humana fornece métricas mais sutis. Os dados do estudo revelaram que dedicar entre 90 e 119 minutos por semana a rotinas de treinamento de resistência está diretamente associado a uma menor mortalidade geral.
Em outras palavras, dedicar entre uma hora e meia e duas horas por semana ao trabalho muscular está ligado a um menor risco de morte por qualquer causa.
Devemos ser precisos
O aspecto verdadeiramente revelador deste estudo reside no que acontece quando ultrapassamos 120 minutos de exercício semanal. Pode-se pensar que mais tempo significaria uma menor probabilidade de desenvolver uma doença grave, mas a realidade é que, além desse período, os benefícios parecem atingir um platô.
Isso demonstra que a máxima eficiência é alcançada dentro desse limite de tempo, desmistificando a ideia de que precisamos passar horas intermináveis na sala de musculação para obter os muitos benefícios metabólicos que podem prolongar nossas vidas ou melhorar sua qualidade.
É preciso combinar os dois
Embora o treinamento de força se destaque neste estudo, abandonar o exercício cardiovascular seria um erro grave. O próprio grupo de pesquisa destacou que a combinação de treinamento de força com atividade aeróbica oferece os melhores resultados possíveis, pois essa dualidade confirma que uma abordagem híbrida maximiza drasticamente os benefícios de sobrevivência a longo prazo.
Isso é corroborado por evidências
Revisões anteriores exploraram a relação entre exercício e mortalidade, e este estudo reforça ainda mais a recomendação dessa abordagem em consultas para qualquer pessoa, independentemente da idade. Afinal, o exercício não tem idade, e o treinamento de força pode ser indicado tanto para os mais jovens quanto para os mais velhos que precisam preservar a massa muscular para ter uma melhor qualidade de vida na terceira idade.
Imagens | Anastase Maragos
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