Psicólogos concordam: quem não arruma a cama de manhã não é desorganizado, mas tem outras prioridades diárias e é pragmático

Em alguns casos, no entanto, o hábito também pode ser sinal de um desgaste emocional que exige atenção.

Imagem mostra cama por arrumar
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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No mundo existem dois tipos de pessoas: as que arrumam a cama logo ao levantar e as que saem de casa sem se preocupar com isso. À primeira vista, estas últimas podem parecer desorganizadas ou preguiçosas; no entanto, a psicologia afirma que esse comportamento pode indicar algo totalmente diferente.

Segundo especialistas, esse grupo não deixa o quarto em desordem por simples desleixo, mas sim por pura praticidade. Na verdade, são pessoas que decidem que outras atividades da rotina merecem mais atenção e preferem não perder tempo alisando lençóis.

Uma questão de prioridades

De acordo com a psicóloga Leticia Martín Enjuto, enquanto para alguns arrumar a cama é um ritual indispensável antes de começar o dia, para outros "simplesmente não é uma prioridade e preferem dedicar esses minutos a outras coisas". 

Muitas vezes costumamos tirar conclusões precipitadas sobre esse hábito, mas a especialista lembra que cada pessoa decide onde concentrar seu foco.

"Pela manhã, especialmente, temos o tempo contado e precisamos dividir nossa energia entre várias pequenas tarefas", pontua a profissional. 

Enquanto algumas pessoas associam a cama feita a uma sensação reconfortante de controle e ordem, outras optam por investir esses minutos em tarefas mais urgentes — como tomar um café da manhã reforçado, adiantar o trabalho ou até mesmo dormir um pouco mais.

"Deixar de fazer a cama não significa necessariamente falta de capacidade de organização. Pode indicar, pura e simplesmente, que naquele momento a pessoa definiu outras prioridades", ressalta Martín Enjuto.
Cama desarrumada

Um sintoma de fadiga emocional

Por outro lado, a cama desarrumada também pode ser indício de algo mais profundo. Como aponta o portal El Comercio, em períodos intensos de estresse ou esgotamento mental, muitas pessoas encontram barreiras reais para dar conta das tarefas mais básicas do dia a dia.

Nesse quadro, é comum deixar de lado ações que não trazem estímulo ou satisfação imediata, o que eleva a tolerância à desordem física. No entanto, a psicóloga Beatriz Gómez Herráez alerta que, quando o abandono dessa e de outras tarefas se torna recorrente, o padrão pode denunciar cansaço extremo, sobrecarga ou desânimo emocional.

A especialista destaca que o ponto crucial não é esticar ou não o edredom, mas como nos sentimos ao fazer isso. Para Gómez Herráez, cumprir o hábito com tranquilidade difere de agir por obrigação rígida; da mesma forma, deixar a cama desfeita pode ser apenas pragmatismo ou "o reflexo de uma fase difícil na qual tudo parece exigir esforço dobrado".

Imagens: Pexels

Texto traduzido e adaptado do portal parceiro Xataka México. 

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