Guillaume Broche, criador de Clair Obscur: Expedition 33, explicou recentemente que Lost Odyssey ocupa um lugar importante em sua carreira como jogador e desenvolvedor. Para ele, é simplesmente "o último grande RPG de aventura por turnos com gráficos realistas": um jogo que é ao mesmo tempo épico, melancólico e magistral. Os temas abordados, como memória, perda e imortalidade, são "muito profundos e muito bem tratados", segundo ele. Ele ainda acrescenta que foi o último jogo que o fez chorar.
Broche lamenta que a recepção da crítica na época tenha sido por vezes muito severa, considerando que alguns foram rápidos demais em descrever Lost Odyssey como "old school". Ainda assim, ele acredita que aqueles que o jogaram o amaram: a estrutura linear combinada com a música inspiradora e uma história cativante fazem dele, para ele, um clássico subestimado que merece muito mais atenção.
Talvez não tão "perdido" assim
Esse amor por Lost Odyssey é claramente sentido em Clair Obscur: Expedition 33. Broche concebeu seu RPG como uma espécie de herdeiro espiritual, reinjetando a sensação de viagem, a emoção e a profundidade narrativa que tanto o tocaram. Ele até deseja ver um port ou sequência de Lost Odyssey um dia, proclamando em alto e bom som "justiça para Lost Odyssey!" para que mais jogadores descubram o que ele considera uma joia.
Ao homenagear esse antigo mestre dos JRPGs, Broche não se contenta em recriar nostalgia: ele busca reviver um gênero que considera pouco representado hoje em dia. Graças a essa paixão, talvez a Microsoft dê ouvidos ao que está sendo dito sobre Lost Odyssey e encontre uma maneira de trazer de volta o JRPG da Mistwalker.
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