Em 18 de dezembro de 2018, satélites dos EUA observaram uma “pequena” explosão sobre o Mar de Bering, no oceano Pacífico. Do espaço, a explosão podia parecer pequena, mas, na verdade, se tratava da segunda maior explosão de um asteroide registrada nos últimos 30 anos. Perto da costa da península russa de Kamchatka, foi liberada uma energia equivalente a 173 quilotons.
O asteroide foi detectado inicialmente pelos satélites da Força Aérea dos EUA, assim como por estações infrassônicas instaladas para detectar possíveis detonações nucleares. No entanto, o CNEOS, que rastreia objetos perigosos próximos à Terra, levou meses para registrá-lo. Muitas vezes, é necessário analisar os dados para saber exatamente do que se trata. Além disso, ocorreu em uma região remota do planeta, longe da população, o que significa que não houve testemunhas que pudessem ver e relatar o evento.
Segundo a BBC na época, o asteroide tinha apenas alguns metros de diâmetro. A uma velocidade de 32 km/s, esse tamanho já é mais do que suficiente para explodir com a força de várias bombas atômicas — e também para que a explosão fosse visível do espaço. Há uma fotografia (em máxima resolução) em que é possível ver, no vasto oceano com suas nuvens brancas, uma chama alaranjada.
Cada vez mais somos capazes de detectar e rastrear as órbitas de asteroides e, de forma geral, de objetos próximos à Terra potencialmente perigosos. Nos últimos anos, inclusive, aprendemos a desviar alguns deles de suas órbitas. No entanto, ainda há muitos por registrar e prever quando podem colidir com a Terra, caso exista essa possibilidade.
Uma ou duas vezes a cada 100 anos
Asteroides reportados pelo governo estadunidense de 15 de abril de 1988 até 15 de março de 2019. Fonte: CNEOS.
Essa explosão no Mar de Bering é a segunda maior desde que temos registros. A maior de todas continua sendo a do asteroide de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Naquela ocasião, o asteroide liberou uma energia de 440 quilotons, caiu próximo à cidade de Chelyabinsk e provocou diversos acidentes e feridos. A onda de choque e o clarão do meteoro causaram danos às pessoas, como cegueira temporária provocada pelo brilho intenso e ferimentos causados por estilhaços de vidro e destroços. Não houve mortes confirmadas. Algumas pessoas conseguiram registrá-lo em vídeo:
Se formos por recordes, nem o asteroide do Mar de Bering nem o de Chelyabinsk são os maiores já registrados. Em 1908, um asteroide provocou uma explosão de 12 megatons em Tunguska, uma região remota da Sibéria (mais uma vez). Mas ainda há eventos mais intensos — ou pelo menos mais barulhentos —, como a erupção do vulcão Krakatoa.
Felizmente, a maioria dos asteroides que atingem a Terra se desintegra na atmosfera e apenas produz pequenas quantidades de “detritos” na superfície terrestre. Por outro lado, pelo fato de grande parte da superfície do planeta ser oceano, pode-se dizer que ele atua, de certo modo, como um escudo, ajudando também a evitar danos a seres humanos.
Imagem | CNEOS
Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.
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