"Cabeça explodindo por dentro": EUA estrearam uma arma invisível na Venezuela e os sintomas desafiam o que sabíamos sobre guerra sônica

Não foram mísseis nem balas: relatos compartilhados pela Casa Branca sugerem o uso de uma tecnologia desconhecida capaz de fazer soldados vomitarem sangue e colapsarem sem serem tocados

Foto: Mass Communication Specialist Seaman Angel Campbell/Navy
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Matheus de Lucca

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Editor-chefe do Xataka Brasil. Jornalista há 10 anos, entusiasta de tecnologia, principalmente da área de computação e componentes de PC. Saudosista da época em que em vez de um celular fazer tudo que se possa imaginar, tínhamos MP3, alarme e relógio.

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Se você achava que a guerra moderna se resumia a drones e ciberataques, o que acabou de acontecer na Venezuela pode mudar essa percepção. Durante a operação militar dos EUA para capturar Nicolás Maduro, as forças de segurança locais relataram o contato com algo que não conseguiram ver, mas sentiram de forma devastadora.

Segundo relatos de testemunhas — que foram compartilhados pela própria secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt —, os EUA podem ter estreado uma "arma sônica" com efeitos biológicos muito mais graves do que qualquer tecnologia publicamente conhecida.

"Senti que minha cabeça ia explodir"

O confronto não seguiu as regras tradicionais. Um guarda venezuelano descreveu que, antes de qualquer soldado americano aparecer, todos os sistemas de radar se desligaram sem explicação e o céu foi tomado por drones. Mas o pior veio depois, na forma de um som.

"Em um momento, eles lançaram algo; não sei como descrever. Foi como uma onda sonora muito intensa. De repente, senti como se minha cabeça estivesse explodindo por dentro."

Os efeitos descritos pela testemunha desafiam a medicina de combate convencional. Segundo o relato, as tropas venezuelanas começaram a sangrar pelo nariz instantaneamente. "Alguns estavam vomitando sangue. Caímos no chão, incapazes de nos mover. Não conseguíamos nem ficar de pé depois daquela arma sônica".

A ciência não explica o sangue (ainda)

É aqui que o mistério tecnológico se aprofunda. O exército dos EUA possui, há anos, dispositivos conhecidos como LRAD (Dispositivo Acústico de Longo Alcance), apelidados de "A Voz de Deus". Essas armas disparam um "cone de som" focado que pode chegar a 140 decibéis, causando dor intensa e desorientação.

Foto: Mass Communication Specialist Seaman Riley McDowell Foto: Mass Communication Specialist Seaman Riley McDowell

O problema? O LRAD dói e atordoa, mas não costuma fazer as pessoas vomitarem sangue.

Especialistas em defesa apontam que os sintomas descritos na Venezuela sugerem algo muito mais avançado do que um simples alto-falante militar. Analistas citam pesquisas da DARPA (a agência de projetos avançados do Pentágono) sobre tecnologias não letais projetadas para atacar o sistema neurológico.

Can Kasapoglu, analista do Hudson Institute, explica que existem estudos sobre sistemas que "não matam, mas causam uma sensação insuportável de que você simplesmente se torna inoperante no campo de batalha". Os sintomas relatados na Venezuela "alinham-se estreitamente" com exemplos dessas pesquisas experimentais.

Uma mensagem para o mundo?

Embora o governo Trump não tenha confirmado oficialmente qual arma específica foi usada, a decisão da porta-voz da Casa Branca de compartilhar o relato viral no X (antigo Twitter) com a legenda "Pare o que está fazendo e leia isto" sugere que a divulgação dos efeitos devastadores faz parte da estratégia.

O guarda venezuelano resumiu o sentimento de impotência diante da nova tecnologia: "Estou enviando um aviso para qualquer um que pense que pode lutar contra os Estados Unidos. Eles não têm ideia do que são capazes".

Seja uma versão superpotente do LRAD ou uma nova classe de arma neurológica da DARPA, uma coisa é certa: a era da guerra invisível deixou de ser ficção científica.

Foto de capa: Mass Communication Specialist Seaman Angel Campbell

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