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Achávamos que os cachorros cheiravam o chão por acaso até a ciência revelar o poder biológico inesperado que conecta o seu pet ao planeta Terra

Estudo com cães sugere que comportamento antes de fazer necessidades pode estar ligado à percepção do campo magnético terrestre

Cachorro Fazendo Coco
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Os cães têm um hábito muito comum, mas um pouco peculiar na hora de fazer xixi e cocô: cheirar o chão e andar em círculos até parecer encontrar o local perfeito para suas necessidades fisiológicas. Por mais engraçado e natural que pareça, esse comportamento canino não é apenas uma mania aleatória, mas pode estar ligado a uma capacidade biológica de perceber o campo magnético da Terra. Um estudo conduzido por cientistas da República Tcheca e da Alemanha analisou milhares de registros de comportamento de cães e identificou um padrão curioso: muitos deles tendem a se alinhar no eixo norte-sul durante esse momento.

Estudo observou milhares de registros e identificou alinhamento dos cães com o campo magnético da Terra

Se você acha que cachorro só gira antes de fazer cocô por “mania”, a ciência pode ter uma explicação bem mais interessante e até surpreendente para esse comportamento. A pesquisa, realizada por cientistas da República Tcheca e da Alemanha, analisou o comportamento de 70 cães de diferentes raças em situações do dia a dia. No total, foram observados mais de 5.600 episódios de urina e mais de 2.000 de defecação, sempre com foco na direção corporal dos animais durante esses momentos.

O resultado revelou que, em condições consideradas estáveis, os cães demonstraram uma preferência por se alinhar ao eixo norte-sul ao realizar suas necessidades. Esse padrão sugere que eles podem ser sensíveis ao campo magnético da terra, funcionando como uma espécie de referência natural de orientação.

Segundo os pesquisadores, essa habilidade não seria usada apenas nesse contexto específico, mas faria parte de um sistema mais amplo de percepção espacial dos pets. A hipótese é de que o corpo dos cães possa captar pequenas variações magnéticas, ajudando na orientação e na organização do comportamento no ambiente.

Como o campo magnético pode influenciar o comportamento e a orientação dos cães?

cachorro fazendo coco Pesquisa aponta que comportamento dos cães pode estar ligado a uma espécie de “bússola interna” biológica

A ideia de que os cães possuem uma espécie de bússola interna tem sido estudada a partir de possíveis estruturas biológicas sensíveis ao magnetismo, como proteínas e compostos capazes de reagir ao campo magnético terrestre. Esses mecanismos poderiam atuar em conjunto com outros sentidos já bem desenvolvidos nos cães, como olfato e audição.

Com isso, esse sistema ajudaria o animal a manter uma referência constante de direção, especialmente em momentos em que ele está mais exposto e vulnerável, como ao fazer suas necessidades. Ao repetir padrões de orientação, o cão também pode organizar melhor suas marcações no ambiente, criando uma espécie de mapa olfativo mais estruturado para outros animais.

Além disso, o comportamento de girar antes de se posicionar também pode estar relacionado a esse processo de busca por alinhamento. Embora ainda não haja uma explicação definitiva para todos os detalhes desse fenômeno, os estudos indicam que não se trata apenas de hábito ou instinto aleatório, mas possivelmente de uma interação entre biologia e campo magnético terrestre.


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