A atualização mais sem novidades da Apple é exatamente aquela que deveria ser instalada: o iOS 26.6 resolve 78 falhas de segurança

O iOS 26.6 chega sem novos recursos, mas corrige 78 vulnerabilidades e 14 bugs do sistema

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Bárbara Castro

Redatora

Não é a mesma coisa receber uma atualização com correção de bugs e essas coisas ao invés de ter uma com recursos novos. São esses "sem graça" que só atualizamos quando cansamos de ver as notificações. No entanto, eles acabam sendo os mais importantes, são os que resolvem problemas do celular, como a mais recente atualização lançada pela Apple. 

 O iOS 26.6 recente (e versões de outros dispositivos) já está disponibilizado para iPhones compatíveis. No aviso de atualização, a Apple enfatiza que o software prepara o sistema para o iOS 27, embora o importante mesmo sejam os problemas que ele resolve. Dessas, 14 atualizações miravam uma das áreas mais críticas do sistema: o kernel.

De acordo com a lista de mudanças divulgadas pela Apple, a atualização de segurança mais recente corrige as janelas sérias para a execução de código malicioso nos dispositivos. No total, 78 entradas individuais de vulnerabilidades vinculadas a 87 registros únicos de CVE. Existem mais logs de CVE do que entradas porque alguns deles agrupam múltiplas vulnerabilidades.

Pode parecer que o 26.6, lançado para todas as famílias de dispositivos Apple, é uma atualização menor, mas acaba sendo o oposto: não instalá-lo coloca o uso do nosso dispositivo em risco. Embora a Apple não saiba que alguma dessas vulnerabilidades foi utilizada, se exploradas, permitiria:

  • Invadir o celular só de você receber uma foto: Uma simples imagem adulterada podia rodar códigos maliciosos no seu aparelho, sem você nem precisar clicar em nada.
  • Tornar um aplicativo "vilão" no dono do aparelho: Um app mal intencionado podia conseguir acesso total ao sistema e controlar seu celular por completo.
  • Burlar as defesas do sistema: O hacker conseguia furar a proteção que impede aplicativos não autorizados de funcionarem ou de invadirem a área de outros apps.
  • Criar contatos falsos para aplicar golpes: Um app podia salvar números na sua agenda sem você saber. Assim, golpistas poderiam salvar um número falso com o nome do seu banco para você confiar quando ligassem.
  • Desativar suas defesas de internet: Alguém podia burlar o bloqueio de antivírus, conexões seguras (VPNs) e até o controle dos pais.
  • Acessar o iPhone mesmo bloqueado: Falhas na conexão Wi-Fi podiam permitir o roubo de dados pessoais, mesmo com o celular travado na tela de senha.
  • Rastrear você para anúncios: Empresas ou hackers podiam monitorar tudo o que você faz no celular para criar um perfil de propaganda sem a sua permissão.
  • Falsificar sites e páginas de banco: Falhas no navegador podiam criar telas falsas idênticas às do Safari. Com isso, poderiam imitar a página do seu banco para roubar suas senhas sem você perceber.

Apesar dos sérios riscos de todas as vulnerabilidades descobertas e corrigidas na atualização recente, devemos enfatizar que a Apple não encontrou nenhuma evidência de que elas tenham sido exploradas para acessar os dispositivos. Apesar disso, o conselho é claro: atualizar não custa nada e pode evitar muita coisa.

Matéria adaptada de Xataka*

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