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México reinventa os carros com um veículo que funciona sem gasolina, sem diesel e sem recargas elétricas: o Hidrobinisa

Veículo foi pensado para trajetos curtos em hotéis, campos e fazendas

Hidrobinisa
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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O México está vivendo um boom no que diz respeito ao desenvolvimento de soluções de mobilidade ambientalmente amigáveis, tanto no setor público quanto no privado. Basta olhar para trás para ver projetos como o TT01, um veículo elétrico voltado para a mobilidade local, ou o próprio Olinia, cujo primeiro protótipo funcional já foi apresentado.

Por outro lado, o Tecnológico de Monterrey, uma universidade privada mexicana, e o Politécnico de Milão, uma universidade pública italiana, estão realizando testes com um micro-ônibus elétrico autônomo. Trata-se do protótipo conhecido como MIA, que realiza trajetos de teste na região de Valle Oriente, em San Pedro Garza, Monterrey, e faz parte de um acordo de cooperação acadêmica e de pesquisa do qual o município também participa.

Entre suas características está a capacidade de transportar até seis passageiros e circular a uma velocidade máxima de 40 km/h. Ele tem motorista (mas não é conduzido por ele), freio e acelerador, mas ninguém os aciona, pois o veículo opera sozinho.

O micro-ônibus conta com tecnologia LiDAR, câmeras e sensores avançados, funcionamento totalmente elétrico, sem emissões de poluentes, capacidade de navegação autônoma em condições reais de tráfego urbano e uma carga de bateria com duração de seis horas.

Agora, foi a vez do Centro de Investigación y de Estudios Avanzados del Instituto Politécnico Nacional (Cinvestav), instituição que apresentou o Hidrobinisa, um pequeno veículo 100% elétrico que funciona com uma célula de combustível de hidrogênio.

Hidro3
Hidro2
Hidro1

Isso significa que o veículo se movimenta com a eletricidade armazenada em suas baterias de íons de lítio, proveniente da reação do hidrogênio com outros elementos químicos. Com essa tecnologia, o carro pode atingir uma velocidade máxima de 33 km/h durante 90 a 100 minutos.

Essas características podem ser aproveitadas para transportar pessoas em hotéis, passeios turísticos, campos de pesquisa ou fazendas. Sem dúvida, trata-se de um projeto interessante, que colocou cientistas mexicanos para trabalhar, mas a verdade é que essa tecnologia não apenas já havia sido desenvolvida, como também a Toyota a colocou em um veículo de produção em série, o Mirai. Infelizmente, ele estava à frente de seu tempo, já que postos de abastecimento de hidrogênio não são encontrados em qualquer esquina, como acontece com os de combustíveis fósseis.

Além disso, há outros dois desafios que não podem passar despercebidos: a própria produção do hidrogênio, que ainda é um processo complexo, e o espaço necessário em um veículo para seu armazenamento. Ainda assim, projetos como o do Cinvestav demonstram outros tipos de aplicações que essa tecnologia pode ter no campo da mobilidade.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión México.


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