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Elon Musk esqueceu de registrar a marca “Cybercab” e não pode mais usá-la

Empresa francesa se aproveitou do descuido e pegou o nome — Tesla agora está processando

Robocab
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

2013 publicaciones de Victor Bianchin

Em breve, fará um ano desde que os primeiros táxis autônomos da Tesla começaram a circular e, até hoje, a criação ainda não tem um nome oficial. E não porque Elon Musk não tenha tentado. Primeiro, ele esbarrou no Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA (USPTO) e, agora, foi a vez de uma empresa francesa de água com gás.

Quando realizou o evento “We, Robot”, em 2024, no qual apresentou o Cybercab, Musk esqueceu um pequeno detalhe: anunciou o nome sem ter registrado oficialmente a marca. É aí que entra a Unibev, empresa francesa de bebidas que viu a ocasião perfeita para trollar o homem mais rico do mundo.

O que a Unibev fez é um caso claro de roubo de patentes (ou troll, como diriam em Silicon Valley). Aproveitando o descuido da Tesla, seis dias após o anúncio, a empresa registrou o nome Cybercab e não parece que tenha feito isso porque vá lançar uma bebida com esse nome, mas simplesmente para atrapalhar.

A empresa já tinha um histórico de trollagens contra Elon Musk e, além de Cybercab, também registrou Cybertaxi, Robocab Systems, XCab, Cyber Diner, Teslaquila, Teslaquila Hard Seltzer e With a Touch of Musk. Uns brincalhões.

A resposta

O USPTO suspendeu o pedido da Tesla porque a Unibev chegou primeiro, mas a Tesla não ficou de braços cruzados e apresentou um processo de mais de 150 páginas no qual acusa a Unibev de má-fé e de agir como uma ladra de patentes. Ter registrado antes não é sinônimo de vitória, já que, apenas demonstrando que a Unibev não fabrica veículos, o órgão já tende a decidir a favor da Tesla.

Em seu pedido, a Unibev afirmou que poderia usar o nome para “um carro, um barco ou um avião”. Parece um argumento bastante fácil de desmontar, mas o problema é que a disputa judicial pode se estender até 2027.

Se a Unibev vencer a disputa, a Tesla poderá ser obrigada a negociar o uso do nome fora dos EUA e até ter que usar outro nome em determinados mercados.

A Tesla também tentou registrar a marca “Robotaxi”, mas o USPTO barrou. O motivo não teve relação com nenhum roubo de patentes, mas sim porque o termo é “utilizado para descrever produtos e serviços similares de outras empresas. (...) Essa expressão parece ser genérica no contexto dos produtos e/ou serviços do solicitante”. O USPTO basicamente afirma que é um nome padrão demais, como se alguém tentasse registrar a marca “táxi”.

O caos organizacional não termina com os táxis. O mesmo aconteceu com o micro-ônibus autônomo da Tesla, apresentado com grande alarde como “Robovan”. O problema é que a Tesla o anunciou sem antes verificar que a marca já estava registrada por uma empresa de entregas da Estônia. A Tesla teve que buscar alternativas menos atraentes, como “Robobus”, “Robus” ou “Cyberbus”. 

Imagem | Tesla

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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