Tesouro natural no Brasil: a espetacular caverna que abriga a maior estalactite do mundo com altura equivalente à do Cristo Redentor

Escondida em uma gruta no norte de Minas Gerais, a “Perna da Bailarina” se estende por 28 metros e é resultado de um processo geológico que começou há cerca de 140 mil anos

Gruta Do Janelao
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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O Brasil abriga um dos maiores tesouros naturais do mundo: uma formação rochosa de aproximadamente 28 metros de extensão escondida dentro de uma caverna no norte de Minas Gerais. Conhecida como “Perna da Bailarina”, a estalactite está na Gruta do Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, e é considerada a maior do mundo em extensão. 

Para se ter uma ideia da dimensão, a formação tem praticamente o mesmo tamanho do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Sua aparência impressionante, porém, é resultado de um processo muito mais lento do que parece: minerais carregados pela água foram se acumulando no teto da caverna durante milhares de anos.

Uma formação de 28 metros criada gota a gota durante milhares de anos

Penra De Bailarina

Dentro da Gruta do Janelão, a “Perna da Bailarina” é o destaque entre as formações do “salão de pedra”, uma área ampla da caverna onde a luz natural entra por aberturas no teto e ilumina as estruturas rochosas. Mas por que ela é chamada de perna de bailarina?O formato alongado e esguio da formação lembra a perna de uma dançarina, daí o apelido dado à estalactite, um tipo de formação rochosa que cresce no teto das cavernas em direção ao chão. 

Mas chegar aos atuais 28 metros foi um processo que levou muito tempo. A formação começou a surgir há aproximadamente 140 mil anos, quando a água passou a atravessar as rochas e carregar minerais dissolvidos. Ao chegar ao teto da caverna, pequenas quantidades desse material eram deixadas para trás a cada gota. Com o passar dos milhares de anos, essas camadas foram se acumulando até formar a enorme estrutura que existe hoje.

Vale lembrar que o crescimento de uma estrutura como essa é extremamente lento. Segundo as informações disponíveis sobre a formação, elas podem crescer, em média, cerca de 1 centímetro a cada 100 anos. Isso significa que cada pequena camada acumulada na rocha representa um fragmento de uma história geológica muito mais longa do que até mesmo a presença humana na região.

A mesma caverna que abriga a estalactite gigante preserva vestígios pré-históricos

A enorme estalactite de 28 metros é apenas uma parte do que torna o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu um lugar único e espetacular. Criado em 1999 e aberto à visitação em 2016, o parque reúne mais de 140 cavernas catalogadas, além de pinturas rupestres e outros vestígios que registram a presença humana na região há mais de 10 mil anos. A área fica no norte de Minas Gerais, a 45 quilômetros de Januária.

A Gruta do Janelão ajuda a explicar a dimensão desse patrimônio. Grandes aberturas e salões criam um ambiente no qual formações subterrâneas gigantescas convivem com a iluminação natural que chega do exterior. Para visitar o local, é necessário estar acompanhado por um guia autorizado pelo ICMBio, além de fazer o agendamento prévio. A entrada no parque é gratuita, e as visitas ocorrem de terça a domingo.


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