O ano de 2025 encerra com uma notícia extremamente positiva para o meio ambiente. Cientistas da NASA, da NOAA e do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS) confirmaram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi um dos menores e mais curtos das últimas décadas.
O fenômeno de 2025 encerrou-se oficialmente no dia 1º de dezembro, marcando o fechamento mais cedo desde 2019. Além disso, foi o quinto menor buraco registrado desde 1992, ano em que o Protocolo de Montreal começou a surtir efeitos práticos em escala global.
Dados que impressionam
Durante o pico da temporada de degradação (entre setembro e outubro), a extensão média do buraco foi de aproximadamente 18,7 milhões de quilômetros quadrados. Embora pareça um número vasto, ele é cerca de 30% menor do que o maior buraco já observado, em 2006.
De acordo com Paul Newman, cientista da NASA, a redução nas substâncias que destroem o ozônio (ODS) foi crucial: "O buraco deste ano seria quase 3 milhões de quilômetros quadrados maior se ainda houvesse tanto cloro na estratosfera quanto havia há 25 anos".
Relembrando o Protocolo de Montreal
A recuperação da camada de ozônio é citada por especialistas como a maior vitória da diplomacia ambiental internacional. O Protocolo de Montreal, que baniu o uso de produtos químicos como os CFCs (encontrados antigamente em sprays e geladeiras), provou que a cooperação global funciona.
As previsões atuais de recuperação total são animadoras:
- Globalmente (exceto polos): recuperação até 2040.
- Ártico: recuperação até 2045.
- Antártida: recuperação total até 2066.
Claro que a colaboração de todos os países envolvidos no Protocolo se faz necessária para garantir uma recuperação mais efetiva.
Restaurando a camada
A camada de ozônio funciona como o "escudo solar" da Terra. Sua restauração aos níveis da década de 1980 reduz significativamente os riscos de:
- Câncer de pele e catarata em humanos.
- Danos severos a ecossistemas sensíveis à radiação ultravioleta (UV).
- Impactos negativos na agricultura global.
Apesar do sucesso, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que não podemos ser complacentes. O monitoramento contínuo é essencial para garantir que as políticas atuais permaneçam eficazes e que o planeta continue no caminho certo para restaurar sua proteção natural até o meio deste século.
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