Parece ficção científica, mas é real: Razer apresenta na CES 2026 holograma 3D que conversa, te observa e vive na sua mesa

Na maior feira de tecnologia do mundo, a Razer transforma ideias de ficção científica em hardware real e mostra que o futuro dos games pode ser muito mais inteligente e imersivo

Crédito de imagem: Razer
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
joao-paes

João Paes

Redator
joao-paes

João Paes

Redator

Escreve sobre tecnologia, games e cultura pop há mais de 10 anos, tendo se interessado por tudo isso desde que abriu o primeiro computador (há muito mais de 10 anos). 

239 publicaciones de João Paes

A CES sempre foi o palco onde produtos quase impossíveis aparecem. Mas, neste ano, a Razer decidiu jogar em outra dificuldade. Em vez de apresentar só periféricos mais rápidos ou cadeiras mais confortáveis, a marca levou para Las Vegas um pacote completo de tecnologia com IA que parece ter sido retirado direto de obras de ficção científica — só que funcionando, com data estimada e propósito claro: mudar a forma como a gente joga, trabalha e convive com a tecnologia.

Do holograma que conversa com você à cadeira que vibra, ilumina e reage a cada explosão, passando por um headset vestível que enxerga o mundo, interpreta o ambiente e conversa com agentes de IA, a Razer deixa claro que não está apenas atualizando seu catálogo. Ela está tentando criar um ecossistema próprio de IA para games e, no caminho, redefinir o que significa “ter um setup”.

Project AVA — o assistente holográfico que mora na sua mesa

O Project AVA é provavelmente o anúncio mais marcante — e o mais simbólico do que a Razer quer construir. Ele começou como um simples coach de eSports com IA e, agora, vira um companheiro de mesa em forma de holograma animado de 5,5 polegadas que olha para você, responde, aprende com seus hábitos e tenta agir como um “parceiro digital”.

Ele tem rastreamento ocular, expressões faciais, sincronização labial e um sistema adaptativo que memoriza preferências e contexto. Isso inclui entender o que está na tela com o modo PC Vision, apoiar você em jogos, sugerir estratégias, organizar rotinas ou servir como um assistente mais pessoal. Entre Kira, Zane e outros avatares, a ideia é que ele não seja só mais uma IA, mas um personagem que divide espaço físico com você — e que já pode ser reservado nos EUA.

Project Motoko — o headset vestível que vê o mundo e pensa com você

Crédito de imagem: Razer

O Project Motoko é a tentativa da Razer de transformar headsets em plataformas completas de IA. Equipado com Snapdragon, duas câmeras em primeira pessoa e um sistema avançado de áudio e microfones, o dispositivo funciona como um “agente pessoal” para jogos, produtividade e vida cotidiana.

Ele reconhece objetos, lê placas, resume documentos, acompanha exercícios e cria uma camada de percepção extra sobre o mundo, enquanto conversa com plataformas como OpenAI, Grok e Gemini. Em paralelo, também gera dados visuais úteis para robótica e machine learning. Não é só wearable — é uma proposta de computação portátil com IA sempre ativa.

Forge AI Dev Workstation — a estação de trabalho pensada para quem constrói IA

Crédito de imagem: Razer

A Forge AI Dev Workstation é a parte menos chamativa visualmente, mas talvez uma das mais importantes. Trata-se de uma torre (que também pode virar rack) criada para lidar com treinamento, inferência e simulação de IA localmente, sem depender de nuvem.

Compatível com GPUs NVIDIA RTX PRO, processadores Threadripper PRO ou Xeon, redes de 10 Gbps e memória DDR5 massiva, ela foi feita para pesquisadores e desenvolvedores que precisam de desempenho extremo — com integração direta com o AIKit. Em outras palavras: é o “coração” da aposta da Razer em IA para criadores.

Razer AIKit — IA local, open-source e sem dor de cabeça

Crédito de imagem: Razer

O AIKit complementa esse ecossistema com uma ferramenta open-source que automatiza clusters, detecta GPUs, otimiza parâmetros e permite rodar LLMs localmente com baixa latência. Um comando, e tudo funciona — sem depender de assinaturas e com controle total de dados.

A ideia é democratizar desenvolvimento avançado, mantendo a segurança e a flexibilidade para quem já vive treinando e ajustando modelos diariamente.

Project Madison — sentir o jogo, não só ver

Crédito de imagem: Razer

O Project Madison transforma a cadeira em protagonista. Ele combina iluminação Chroma, THX Spatial Audio e feedback háptico multizona, criando um sistema que vibra, ilumina e reage ao que acontece na tela.

Mais do que conforto, a intenção é criar um ambiente sensorial em que o corpo responde junto com o jogo — algo entre simulação e cinema interativo.

Iskur V2 NewGen — ergonomia com foco em conforto real

Crédito de imagem: Razer

A nova geração da Iskur tenta resolver dois problemas clássicos: calor e postura. Com couro EPU CoolTouch, espuma de dupla densidade e o sistema HyperFlex de suporte lombar, a cadeira se adapta ao corpo e ao movimento, mantendo o usuário mais fresco e menos cansado.

É uma evolução menos “espetaculosa” que AVA ou Madison, mas essencial para quem passa horas jogando.

Tenstorrent + Razer — IA de bolso, de verdade

Crédito de imagem: Razer

Em parceria com a Tenstorrent, a Razer apresentou um acelerador compacto de IA com Thunderbolt 5. Ele permite rodar modelos generativos e LLMs localmente, escalando até quatro módulos em cadeia — transformando laptops comuns em mini-clusters portáteis.

Uma ferramenta que coloca IA avançada nas mãos de equipes pequenas — e móveis.

Parceria com a LG — o controle sem fio mais rápido do mundo

Crédito de imagem: Razer

Fechando o pacote, a Razer anunciou, ao lado da LG, o Wolverine V3 Bluetooth: um controle certificado pelo programa Designed for LG Gaming Portal — e com Bluetooth de latência ultrabaixa, abaixo de 3 ms.

Pensado para cloud gaming em TVs LG, ele promete algo raro: sofá, conveniência e competitividade juntos. Menos fios, menos lag e uma experiência pensada para TV grande.



Créditos de imagens: Razer 

Inicio