FBI investiga jogos da Steam que incluíam malware e procura usuários que baixaram

O caso afeta downloads realizados entre maio de 2024 e janeiro de 2026

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A esta altura, todos nós já aprendemos a desconfiar um pouco do que vemos na internet. Mensagens alarmistas, avisos supostamente oficiais, histórias que parecem graves demais para serem verdade. Por isso, se alguém disser que o FBI pode estar procurando pessoas por terem baixado um jogo na Steam, o normal é pensar que é mais um golpe e seguir em frente. No entanto, neste caso, é a mais pura verdade.

A história surgiu de um aviso claro do próprio FBI, que iniciou uma investigação para identificar usuários que podem ter sido afetados após instalar determinados jogos na Steam. Especificamente, a divisão de Seattle aponta que esses títulos incluíam malware, algo que teria passado despercebido por quem os baixou. O período é amplo, de maio de 2024 a janeiro de 2026, e é aí que a agência acredita que a atividade se concentrou.

O curioso desse caso é que a própria comunicação com os usuários teve que superar uma barreira evidente: a desconfiança. Vários usuários no Reddit apontam que a Valve enviou mensagens a quem poderia ter sido afetado para informá-los sobre a investigação, mas adicionou um esclarecimento pouco comum nesse tipo de aviso. A mensagem dizia: “Podemos confirmar que a mensagem e o site vinculado são, de fato, do FBI”. Não é um detalhe menor, pois reflete até que ponto o contexto pode parecer suspeito, mesmo quando é legítimo.

Quais jogos estão envolvidos?

O FBI delimitou o caso a uma série de jogos. A Bitdefender os descreve como títulos indie com pouca visibilidade dentro da plataforma, o que pode ter facilitado que passassem despercebidos por mais tempo. Os jogos identificados até agora são os seguintes:

  • BlockBlasters
  • Chemia
  • Dashverse/DashFPS
  • Lampy
  • Lunara
  • PirateFi
  • Tokenova

Neste ponto, convém entender que tipo de ameaça está sendo descrita pelas fontes de cibersegurança que analisaram o caso. De acordo com a empresa mencionada, trata-se do que se conhece como um “information stealer”, um tipo de programa projetado para coletar dados sensíveis do dispositivo sem que o usuário perceba. Entre as informações que pode extrair estão credenciais armazenadas no navegador, cookies de autenticação que mantêm sessões abertas em diferentes serviços e até dados vinculados a carteiras de criptomoedas.

A agência está pedindo que aqueles que acreditam ter sido afetados preencham um formulário específico para fornecer informações à investigação. Segundo o próprio órgão, as respostas são voluntárias, mas podem ajudar a identificar vítimas de um crime federal e, em alguns casos, dar acesso a serviços, restituição e direitos previstos em lei. O FBI também acrescenta que a identidade das vítimas será mantida em sigilo.

Imagens | FBI | Compagnons (Unsplash)

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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