Uma tendência importante da segunda metade do século XXI será a disseminação ainda mais ampla de máquinas autônomas (sem operador humano). Combinadas com a inteligência artificial (IA), elas serão capazes de realizar tarefas complexas que hoje sequer imaginamos. Um excelente exemplo disso foi encontrado recentemente pelo site especializado Autonotion em um deserto, onde robôs autônomos estão sendo empregados em um trabalho incomum e indubitavelmente útil.
O desafio das tempestades de areia
Instalar usinas solares em desertos é uma boa ideia, já que lá o número de horas de sol é alto e, além disso, utiliza-se solos inférteis para a geração de lucros. No entanto, após uma tempestade de areia, os painéis solares podem perder até 80% da sua capacidade original, e o setor responde a esse desafio (também) com o uso de frotas de robôs autônomos. As máquinas são capazes de trabalhar no escuro — ou seja, limpando as superfícies — e, além de tudo, sem uma única gota de água, o que as torna ideais para esse trabalho.
Automação contra prejuízos financeiros
Em uma usina solar de 10 megawatts, o custo pontual de uma limpeza manual nos Estados Unidos é de US$ 5.000 (cerca de 1,6 milhão de forints húngaros), e se a poeira se depositar novamente sobre os painéis no dia seguinte, parte desse dinheiro é jogada fora. Por isso, vale a pena instalar robôs permanentes na usina solar, que realizam suas tarefas automaticamente, sem intervenção humana. Onde não há fatores ambientais especialmente desafiadores, a perda anual de energia causada por painéis sujos chega a 7%. Já em regiões desérticas e poeirentas, esse número pode chegar a 50%, o que obviamente não pode ser ignorado pelo proprietário.
99% de eficiência
A referida frota de robôs permanece continuamente na usina solar e começa a trabalhar após o anoitecer, para não interferir no funcionamento dos painéis. Eles obtêm a energia necessária para essa atividade durante o dia. Após limparem as superfícies sem água, utilizando exclusivamente escovas, cada robô retorna ao final de sua respectiva fileira para recarregar. É fundamental que façam isso todos os dias, pois se a poeira do deserto endurecer e se solidificar, sua remoção torna-se bastante difícil e dispendiosa.
Sustentabilidade e tecnologia em escala
Como não é viável enviar limpadores humanos a cada dois dias sob um calor de 40 a 45 graus, o enxame de robôs realmente permanece como a única opção possível. O transporte de grandes quantidades de água para o local também seria um desafio impossível de cumprir, razão pela qual os robôs utilizam a solução com escovas.
A empresa israelense Ecoppia é uma das especialistas mais reconhecidas nessa área. Segundo a experiência prática da empresa, seus robôs removem 99% da sujeira de poeira sem danificar os painéis, já que nenhuma peça rígida entra em contato com eles além da vassoura de microfibra. Até o momento, os robôs da Ecoppia já limparam painéis 15,7 bilhões de vezes, economizando quase 7 bilhões de litros de água.
Assim trabalham os robôs de limpeza:
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