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Você amarra fitas às malas para identificá-las no aeroporto? Funcionários alertam que essa pode ser uma péssima ideia

Penduricalhos podem atrapalhar o processamento automático, atrasando a chegada da mala ao voo

Malas de viagem
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Basta observar a área de check-in de qualquer aeroporto para constatar que são muitos aqueles que amarram fitas, lenços ou cordões às malas para diferenciá-las na hora de recuperar a bagagem. Um lenço de cores chamativas. Uma pulseira velha. Um laço com um nome. Não importa. A ideia é podermos distinguir claramente nossa mala entre as dos demais passageiros. Marcá-la de forma inconfundível para que, assim que ela aparecer na esteira transportadora, saibamos que é a nossa.

Acontece que não é uma ideia tão boa quanto parece. E o mais curioso é que são os próprios funcionários dos aeroportos que dizem isso.

O alerta foi feito em 2024 por John, responsável pela bagagem no aeroporto de Dublin, uma enorme infraestrutura pela qual passam todos os anos dezenas de milhões de passageiros. Em declarações à revista irlandesa RSVP Magazine, o funcionário do aeroporto disse que, pelo menos em alguns casos, os sinais que usamos para diferenciar nossa bagagem despachada complicam o trabalho de controle.

Malas

“As fitas que as pessoas amarram às suas malas para ajudar a identificá-las podem causar problemas ao serem escaneadas na área de bagagem”, explica o funcionário. “Se não for possível escanear a mala automaticamente, ela pode acabar em um processamento manual, o que pode significar que não chegue ao voo”. Resultado? Um truque que busca agilizar a viagem acaba se transformando justamente no contrário: um grande problema.

E não para por aí

Esse não é o único conselho dado pelo funcionário do terminal de Dublin. Para tornar a passagem pelos aeroportos o mais confortável, rápida e tranquila possível, a RSVP Magazine deixa outras três ideias quase tão fáceis de aplicar quanto desatar os laços que possamos ter pendurado em nossas malas. A primeira é retirar também os adesivos de voos antigos. "Eles podem causar confusão com o processo de escaneamento", revela John.

A segunda é posicionar as rodas da mala para cima para evitar que ela sofra danos enquanto é manuseada. E a terceira, talvez inesperada, é evitar marzipãs nas malas de viagem, por mais fã que você seja desses doces à base de amêndoas. O motivo? “Ele têm a mesma densidade que alguns explosivos, por isso retirarão a mala e chamarão você do avião”.

Há algum tempo, o jornal The Sun também publicou conselhos para fazer com que suas malas e demais volumes apareçam o mais rápido possível na área de retirada de bagagem: o primeiro é colocar um adesivo identificando-as como “Frágil”, o que ajudará a fazer com que estejam entre as primeiras a serem descarregadas; o segundo é fazer o check-in e despachar o mais tarde possível. Essa última, é claro, não é para cardíacos... e pode render mais de um susto se o viajante não calcular bem os horários.

Imagens | Gary Bembridge (Flickr) e Friend JAD (Flickr)

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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