Samsung lança Music Studio 7 e Music Studio 5 no Brasil: smart speakers com Dolby Atmos sem fio a partir de R$ 1.599

Dupla combina áudio de alta resolução, Eclipsa Audio e integração com SmartThings, mas os recursos mais chamativos exigem uma TV Samsung recente.

Divulgação: Samsung
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Vinicius Braga

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Vinicius Braga trabalha há mais de 20 anos com conteúdo digital. Sempre foi um entusiasta da tecnologia e sempre acreditou que inovação não é só sobre máquinas ou códigos, mas sobre pessoas. No Xataka Brasil, usa suas experiências com mídia digital, dados e inteligência artificial para aproximar o público das grandes transformações do mundo tech e mostrar como o futuro já está acontecendo e pode ser acessado por todos.

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A Samsung anunciou nesta segunda-feira (3) a chegada ao Brasil da linha Music Studio, com dois modelos: a Music Studio 7, por R$ 2.499, e a Music Studio 5, por R$ 1.599. São caixas de som que se conectam ao celular por Wi-Fi ou Bluetooth para tocar música, mas que também podem virar o som da TV

A proposta é ocupar um espaço entre dois produtos que já existem. De um lado, a caixa de som portátil, prática mas limitada para filmes. De outro, a soundbar, aquela barra longa que fica embaixo da televisão e costuma vir acompanhada de uma caixa de graves separada. A Music Studio tenta ficar no meio: um objeto único, menor, que a Samsung desenhou para parecer parte da decoração. O visual leva assinatura do designer francês Erwan Bouroullec.

Qual dos dois modelos faz o quê

A Music Studio 7 é a mais completa. Além dos alto-falantes que apontam para frente, ela tem outros voltados para as laterais e para o teto. A ideia é que o som rebata nas paredes e no forro e dê a impressão de vir de vários pontos da sala, e não só de dentro da caixa. É o efeito que se costuma chamar de som imersivo ou surround. Ela também é a única das duas com entrada de cabo para TV, o que permite ligá-la em televisores de qualquer marca.

A Music Studio 5 é menor e mais simples. Tem apenas os alto-falantes frontais e não aceita cabo de TV, funcionando só por Wi-Fi e Bluetooth. Faz sentido para quem quer boa música na sala, no quarto ou na cozinha, sem a ambição de montar um cinema em casa.

O que ela faz sozinha

Os dois modelos ajustam o som automaticamente. Um recurso mede o tamanho e o formato do cômodo e corrige o equilíbrio do áudio conforme o espaço. Outro identifica o tipo de conteúdo, filme, jogo de futebol ou show, e muda a configuração sem que o usuário precise mexer em nada. Há ainda um ajuste que reforça as vozes, útil quando o diálogo do filme some no meio da trilha sonora.

Dá para conectar até dez caixas da linha na mesma rede Wi-Fi e tocar a mesma música em cômodos diferentes, com volume separado para cada uma. Duas caixas iguais também podem ser pareadas para formar um par estéreo. O controle sai pelo celular, nos aplicativos Samsung Sound e SmartThings, e há Alexa embutida para comandos de voz.

"Pensamos em um dispositivo extremamente versátil, que pode acompanhar o consumidor em diferentes ambientes da casa, funcionar de forma independente ou integrado à TV", afirma Edson Santana, gerente de produtos de áudio da Samsung Brasil.

Vale a pena?

A decisão passa por três números do próprio comunicado. O primeiro é a diferença de R$ 900 entre os dois modelos, que compra alto-falantes voltados para as laterais e para o teto, alcance de frequência maior e a entrada de cabo para TV, exclusiva da Music Studio 7. Quem quer apenas música na sala ou no quarto dificilmente vai usar essa terceira parte.

O segundo é o intervalo de 2022 a 2026, que define quais TVs Samsung recebem o som de cinema sem fio. Fora dessa janela, e fora da marca, esse recurso não entra na conta. Para a função que faz a caixa tocar junto com os alto-falantes do televisor, a exigência começa em modelos de 2021, com a versão assistida por inteligência artificial restrita a linhas específicas de 2023 em diante.

O terceiro é o limite de dez caixas ligadas na mesma rede Wi-Fi de 5 GHz. É o argumento mais forte para quem pensa em som em vários cômodos, e o único que não depende de qual TV está na sala.

No fim, a Music Studio parece feita para uma casa onde o som não fica preso a um cômodo só. A promessa é a de um aparelho que toca música enquanto alguém cozinha, vira o áudio do filme à noite e responde a comando de voz no intervalo, sem exigir uma sala montada para isso. Se a execução acompanhar a proposta, o ganho está menos na potência e mais em não precisar escolher entre um som bom e um ambiente organizado.

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