Sabíamos que o El Niño mudaria nossa rotina, mas não que nos faria correr atrás de vacinas: entenda o alerta da Fiocruz de 1,7 milhão de casos para o próximo ano

Previsão de intensificação do fenômeno climático pode favorecer a proliferação do Aedes aegypti, enquanto Fiocruz estima até 1,7 milhão de casos de dengue no Brasil em 2027

Sabiamos Que O El Nino Mudaria Nossa Rotina Mas Nao Que Nos Faria Correr Atras De Vacinas
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Natália P. Martins

Redatora

A chegada da primavera e a proximidade do verão trazem de volta uma preocupação conhecida dos brasileiros: a dengue. Desta vez, o cenário pode ser agravado pelo El Niño, fenômeno climático que altera os padrões de temperatura e chuva e pode favorecer a proliferação do Aedes aegypti.

Segundo projeções do InfoDengue, da Fiocruz, o Brasil pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. A estimativa serve como alerta para o reforço das medidas de prevenção, incluindo a vacinação.

El Niño pode favorecer a proliferação do mosquito

O fenômeno está associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode provocar mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas do país. Para o período 2026/2027, a previsão é de intensificação do El Niño nos próximos meses.

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A combinação entre temperaturas elevadas e chuvas intensas pode aumentar a quantidade de locais com água parada, criando condições favoráveis à reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e outras arboviroses.

Vacina contra a dengue entra na estratégia

Além de eliminar possíveis criadouros do mosquito, como recipientes que acumulam água parada, a vacinação é uma das ferramentas disponíveis para reduzir o risco de dengue e de formas graves da doença.

“Quando pensamos na chegada das estações mais quentes, é comum lembrarmos de protetor solar, beber água e uma alimentação mais leve. Mas a prevenção também passa pela vacinação. As mudanças de temperatura e de condições climáticas podem favorecer diferentes cenários de circulação de doenças, por isso é importante avaliar a caderneta e verificar se as doses estão em dia”, explica Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas.

A Qdenga é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses. Na rede privada, possui indicação para pessoas de 4 a 60 anos. No SUS, a vacinação segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde e atende grupos específicos.

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A dengue pode provocar febre alta, dores intensas no corpo e, em casos graves, sangramentos e comprometimento de órgãos. Ter tido a doença anteriormente também não significa estar protegido contra novas infecções.

Influenza também merece atenção

A influenza também pode circular durante todo o ano, e a vacinação anual continua sendo uma das principais formas de prevenção contra complicações da gripe.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com determinadas condições de saúde estão entre os grupos que merecem atenção especial. A atualização anual da vacina ocorre porque os vírus influenza sofrem alterações ao longo do tempo.

Por isso, além de verificar a situação da carteira de vacinação, é importante eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d'água fechadas e limpar regularmente calhas, vasos e outros locais que possam servir de criadouro para os mosquitos transmissores


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