Na Ucrânia, os drones já não são a tecnologia mais disruptiva; agora começaram a usar exoesqueletos como o do jogo Death Stranding em combate

Não se trata de uma invenção militar, mas sim de uma invenção civil que é vendida por pouco mais de 1.000 euros na Amazon.

Exoesqueleto usado pelo exército ucraniano pode ser comprado em lojas de departamento brasileiras | Imagem: Reprodução (Hypershell)
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Igor Gomes

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Igor Gomes

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Subeditor do Xataka Brasil. Jornalista há 15 anos, já trabalhou em jornais diários, revistas semanais e podcasts. Quando criança, desmontava os brinquedos para tentar entender como eles funcionavam e nunca conseguia montar de volta.

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O fato de a guerra na Ucrânia ter se tornado uma espécie de laboratório de tecnologia militar deixou de soar estranho quando começamos a ver pilotos de drones, ciberataques cada vez mais sofisticados e robôs se movimentando pelo campo de batalha. O uso do exoesqueleto Hypershell X Pro é apenas mais um exemplo dessa tendência.

A invenção não nos é familiar apenas porque muitos de nós já vimos suas capacidades em jogos como Death Stranding, onde o protagonista usa exoesqueletos para transportar cargas pesadas com a ajuda dessa tecnologia. A novidade é que ela se originou na engenharia civil, e não na militar, e, inclusive, pode ser comprada na Amazon

A Ucrânia já está utilizando exoesqueletos na linha de frente.

Vendido por pouco mais de 1.000 euros, com o objetivo de facilitar a corrida, a subida de escadas ou o ciclismo com a ajuda de um robô nas pernas, o exoesqueleto foi visto pela Ucrânia como uma ferramenta essencial para o combate. Não porque os ucranianos estejam diretamente envolvidos em ações concretas, mas sim pela capacidade do dispositivo de realizar mais tarefas com menos esforço

A chave, além do peso de 2 kg do dispositivo e da possibilidade de transportá-lo em uma maleta como o exoesqueleto do Homem de Ferro, reside precisamente na premissa que o próprio Hideo Kojima adotou para moldar Death Stranding e sua sequência. Se a Ucrânia encontrou uma mina de ouro nos exoesqueletos, é por causa do salto evolutivo que eles representam para algo tão simples quanto carregar coisas de um lugar para outro. 

Obrigados a carregar entre 15 e 30 projéteis por dia, cada um pesando cerca de 50 kg, a carga de munição para os artilheiros representa uma média de 1.200 kg de esforço físico diário. O exoesqueleto permite que eles reduzam a carga sobre os músculos das pernas em 30%, de modo que relatam executar as tarefas mais rapidamente e sentir menos fadiga. 

O fato de um exoesqueleto que pode ser comprado online ter se tornado o primeiro teste de combate dessa tecnologia diz muito sobre a rapidez com que os avanços na engenharia civil estão progredindo, muito além do que qualquer um poderia imaginar. No entanto, não é tão diferente do que aconteceu com os drones no início da guerra. Foi quando vimos que algo aparentemente simples e destinado a corridas poderia se tornar uma arma letal. 

Imagem: Reprodução (Hypershell)

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