O fim do mundo já tem data marcada e segundo a NASA não vai ser do jeito que você imagina

Estudo revela que a Terra pode perder o oxigênio antes mesmo de ser destruída pelo Sol

Fim Do Mundo
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

Redatora

Quando se fala no fim do mundo, as imagens mais comuns envolvem asteroides gigantes ou o Sol engolindo a Terra em uma explosão no universo. Mas, de acordo com cientistas e projeções da NASA, o cenário mais provável é bem diferente.

Em vez de um evento repentino, o planeta pode se tornar inabitável lentamente, à medida que o Sol envelhece e altera as condições da atmosfera terrestre. A estimativa aponta que a Terra pode deixar de sustentar vida complexa em cerca de 1 bilhão de anos.

Alterações solares provocam consequências terrestres

O Sol está aproximadamente na metade de sua vida útil. Com o passar do tempo, as projeções são de que ele se tornará ainda mais quente e luminoso. Esse aumento, embora imperceptível no curto prazo, terá efeitos ao longo de bilhões de anos.

Segundo estudos feitos pela NASA, esse aquecimento gradual levará a Terra a um ponto em que a vida complexa não será mais possível, muito antes de o Sol se transformar em uma gigante vermelha — evento previsto para acontecer apenas em cerca de 5 bilhões de anos.

Ou seja, o planeta não será destruído imediatamente. Ele continuará existindo, mas perderá lentamente as condições necessárias para sustentar a vida.

Planeta sofrerá com falta de oxigênio

Um estudo publicado na Nature Geoscience trouxe uma projeção ainda mais detalhada sobre esse processo. A pesquisa foi conduzida por Kazumi Ozaki e Christopher Reinhard.

Os pesquisadores criaram um modelo que simulou o futuro da Terra combinando dados de clima, oceanos, atmosfera e processos biológicos. Ao todo, foram realizadas cerca de 400 mil simulações.

O resultado apontou que a atmosfera rica em oxigênio pode durar aproximadamente mais 1,1 bilhão de anos. Depois disso, os níveis de oxigênio cairiam drasticamente, tornando impossível a sobrevivência de animais, plantas e outras formas de vida complexas.

Redução de oxigênio ocasionada por efeito estufa

O processo seria desencadeado pelo aumento gradual da temperatura. À medida que o planeta aquece, mais água evapora dos oceanos. Esse vapor de água funciona como um gás de efeito estufa, retendo ainda mais calor.

Com o tempo, esse ciclo cria um efeito estufa descontrolado, transformando lentamente a Terra em um planeta mais quente e seco. O ponto mais surpreendente do estudo é que a perda de oxigênio pode ocorrer antes mesmo de os oceanos evaporarem completamente.

Isso tem relação com o aquecimento global atual?

Não. Os cientistas reforçam que esse processo ocorre em escala de bilhões de anos e não tem relação com o aquecimento global causado pela atividade humana.

As mudanças climáticas atuais acontecem em décadas e são impulsionadas principalmente pela emissão de gases de efeito estufa. Já o fim da habitabilidade da Terra seria resultado da evolução natural do Sol. São fenômenos completamente diferentes, embora ambos envolvam aumento de temperatura.

Foto de capa: Shutterstock

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