Imagine passar suas férias em uma bela casa na Noruega enquanto os proprietários viajam para outra parte do mundo. Você não precisaria pagar aluguel; bastaria cumprir uma condição simples: passear com o cachorro duas vezes ao dia e manter a casa limpa. Parece bom demais para ser verdade, não é?
Mas, embora pareça assim, não é uma fantasia saída de um filme ou livro; é uma prática real conhecida como housesitting (cuidado de casas). Há anos, viajantes economizam com hospedagem em troca de cuidar de casas e animais de estimação. O housesitting acontece em muitos países ao redor do mundo — inclusive na Noruega.
O que é housesitting?
O housesitting não é um trabalho remunerado, nem um daqueles programas em que um país oferece uma casa gratuitamente para quem se mudar para lá. Na verdade, trata-se de uma troca privada: hospedagem gratuita em troca de cuidar dos animais e da casa enquanto os proprietários estão fora. Isso permite que tanto os proprietários quanto os housesitters (cuidadores) viajem com uma preocupação a menos.
Existem muitas plataformas online onde as pessoas podem anunciar suas casas ou candidatar-se para atuar como cuidadores. Algumas das opções mais populares (e tradicionais) incluem Trusted Housesitters, Mind my house e Nomador. Vale ressaltar que, embora a troca em si seja gratuita, essas plataformas geralmente cobram uma taxa de assinatura anual para acesso aos anúncios. Os preços variam, em média, de US$ 90 a US$ 125 (entre R$ 455 e R$ 632).
O processo de candidatura é bastante simples: o proprietário publica na plataforma as datas em que estará fora, descrevendo a casa, os animais de estimação e suas expectativas em relação ao cuidador. Os candidatos criam um perfil com sua experiência, referências e fotos; se houver compatibilidade, ambas as partes geralmente fazem uma chamada de vídeo antes de finalizar o acordo.
As tarefas exigidas dos cuidadores variam conforme o anúncio, mas geralmente concentram-se em cuidar dos animais, regar plantas, recolher a correspondência e manter a casa em boas condições. Em áreas rurais, pode ser solicitado ao cuidador que monitore o sistema de aquecimento ou gerencie o acesso à propriedade, dependendo das condições climáticas.
Antes de aceitar, a maioria das plataformas disponibiliza um guia de boas-vindas por escrito, contendo a rotina dos animais, contatos do veterinário, protocolos de emergência e as regras da casa. Caso esteja se perguntando, a hospedagem não inclui acesso à comida dos proprietários, embora alguns anfitriões possam ser mais flexíveis do que outros. As datas de início e término da estadia são definidas pelos proprietários.
Um ponto importante a considerar: a situação migratória
A Noruega faz parte do Espaço Schengen. Isso significa que cidadãos de outros países não precisam de visto para entrar como turistas em estadias de até 90 dias dentro de um período de 180 dias. Com a implementação do ETIAS, os viajantes precisarão obter essa autorização eletrônica prévia — além do passaporte — para viajar por determinados territórios europeus.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores ressalta que as autoridades de imigração norueguesas podem exigir uma autorização de residência, mesmo para trabalho voluntário ou estadias de intercâmbio curtas e não remuneradas; portanto, recomenda-se verificar os requisitos antes de confirmar qualquer estadia.
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