Esqueça a imagem do Hubble: Webb revela a verdadeira face do Olho de Sauron e o segredo que ele escondia sobre a origem da vida

Imagem: NASA, ESA, CSA, STScI | Processamento de imagem: Alyssa Pagan (STScI)
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Matheus de Lucca

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Matheus de Lucca

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Editor-chefe do Xataka Brasil. Jornalista há 10 anos, entusiasta de tecnologia, principalmente da área de computação e componentes de PC. Saudosista da época em que em vez de um celular fazer tudo que se possa imaginar, tínhamos MP3, alarme e relógio.

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Você provavelmente já viu essa imagem antes. A Nebulosa de Hélice, localizada a cerca de 655 anos-luz da Terra, é uma das "celebridades" do cosmos, famosa por sua semelhança com o "Olho de Sauron" de O Senhor dos Anéis. Mas as imagens icônicas tiradas pelo Telescópio Hubble anos atrás acabam de ser superadas. O Telescópio Espacial James Webb virou suas lentes para esse gigante cósmico e o que ele encontrou foi a química da criação em detalhes fenomenais.

O último suspiro nunca foi tão nítido

Ao contrário do que o nome sugere, nebulosas planetárias não têm nada a ver com planetas — pelo menos não na sua formação. Elas são o resultado final de estrelas semelhantes ao nosso Sol que, ao morrerem, ejetam suas camadas externas em uma explosão de gás.

A nova imagem do Webb, divulgada pela NASA, captura esse "último suspiro" com uma clareza que beira o inacreditável. O telescópio revelou pilares vibrantes de gás na região interna da nebulosa, iluminados pela radiação intensa de uma anã branca — o núcleo remanescente da estrela morta — que, embora esteja fora do enquadramento, comanda todo o espetáculo de luzes.

O segredo nas cores: a receita de novos mundos

Imagem: ESO, VISTA, NASA, ESA, CSA, STScI, J. Emerson (ESO) Imagem: ESO, VISTA, NASA, ESA, CSA, STScI, J. Emerson (ESO)

O que torna essa imagem espetacular não é apenas a definição, mas o que as cores nos contam sobre o futuro do universo. O Webb conseguiu mapear a temperatura e a química da explosão:

  • Azul: O gás mais quente, energizado pela luz ultravioleta da anã branca.
  • Amarelo: Regiões onde átomos de hidrogênio começam a se unir em moléculas.
  • Vermelho: As bordas mais frias, onde o gás se torna poeira.

É aqui que está o tesouro escondido: essas bolsas de poeira e moléculas complexas não são apenas detritos. Segundo a NASA, estamos vendo os ingredientes brutos a partir dos quais novos planetas poderão se formar em outros sistemas estelares no futuro.

O Webb capturou o momento exato em que os restos mortais de um sol se transformam na semente de novos mundos.

Foto de capa: NASA, ESA, CSA, STScI

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