O maior enigma dos céus: o detalhe inesperado que permite a uma única criatura ficar até 11 anos sem nunca pousar em terra

Com asas que ultrapassam 3 metros, albatroz-errante pode 100 mil km por ano

Albatroz Errante
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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Considerada uma das maiores aves voadoras do planeta, o Diomedea exulans é uma espécie de ave marinha migratória que pode passar anos sem pousar em terra firme — vivendo praticamente toda a sua vida sobre os oceanos do Hemisfério Sul.

O albatroz-errante pousa em terra apenas em ocasiões específicas, geralmente em ilhas remotas usadas para reprodução e criação dos filhotes. Fora desses períodos, passa longos ciclos apenas sobre o mar aberto.

Uma das maiores aves voadoras da natureza

O tamanho impressionante da espécie é um dos fatores que explicam sua extraordinária capacidade de voo.

De acordo com dados da plataforma Animal Diversity Web, do Museu de Zoologia da Universidade de Michigan, o Diomedea exulans pode alcançar entre 2,5 e 3,5 metros de envergadura — distância da ponta de uma asa até a outra.

O peso da ave pode chegar a oito quilos, e a ave apresenta características marcantes, como asas extremamente longas, plumagem clara sob as asas e bico rosado. Essa combinação de tamanho e formato das asas permite que o albatroz-errante viaje grandes distâncias com um gasto mínimo de energia.

Albatroz pode dar quase três voltas ao redor da Terra em um ano

O albatroz-errante é considerado um dos maiores viajantes do reino animal. Estudos mostram que alguns indivíduos podem percorrer mais de 100 mil quilômetros em apenas um ano — distância que equivale a quase três voltas completas ao redor da Terra.

Em condições favoráveis de vento, essas aves conseguem percorrer até 1.000 quilômetros por dia, atingindo velocidades que podem chegar a aproximadamente 120 km/h.

Ventos ajudam o albatroz a gastar menos energia nos voos

A capacidade de viajar por distâncias tão grandes está ligada a uma técnica conhecida como “dynamic soaring”, ou voo dinâmico.

Nesse método, o albatroz aproveita as diferenças na velocidade do vento e sobe e desce repetidamente, capturando energia das correntes de ar e convertendo essa força em deslocamento.

Esse mecanismo permite que o animal plane por longos períodos praticamente sem bater as asas. Isso economiza energia e mantém velocidades elevadas durante dias ou até semanas.

Ave marinha garante toda a alimento no oceano 

Por ser uma ave marinha, o Diomedea exulans se alimenta principalmente de peixes, lulas e outros organismos marinhos que encontra na superfície do oceano.

Diferentemente de muitas espécies, o albatroz também é capaz de beber água do mar. Isso é possível graças a glândulas especiais próximas ao bico que filtram o excesso de sal, permitindo que o organismo elimine o sal por secreções.

Essa adaptação ajuda a explicar como a espécie consegue viver praticamente toda a vida em ambientes oceânicos.

Foto de capa: Shutterstock

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