Eles sabiam que a pílula era falsa, mas mesmo assim funcionou: placebo pode dar certo, mesmo quando o paciente sabe o que está acontecendo

Pílula
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Tomar uma pílula falsa e ainda assim obter benefícios reais para a saúde parece contraditório. No entanto, uma nova pesquisa realizada por cientistas da Università Cattolica del Sacro Cuore, na Itália, sugere que isso pode acontecer, mesmo quando as pessoas sabem que estão tomando apenas um placebo.

O estudo avaliou 90 idosos saudáveis e investigou se comprimidos sem qualquer ingrediente ativo poderiam influenciar aspectos físicos, cognitivos e emocionais relacionados ao envelhecimento.

Os participantes foram divididos em três grupos: um não recebeu tratamento, outro recebeu placebo acreditando que se tratava de um suplemento benéfico e o terceiro foi informado desde o início de que as pílulas eram totalmente inativas.

Após apenas três semanas, os resultados surpreenderam os pesquisadores.

Saber que é placebo parece não importar tanto

Os participantes que sabiam que estavam tomando placebo apresentaram redução nos níveis de estresse e melhora significativa na memória de curto prazo em comparação com aqueles que não receberam nenhuma intervenção. Além disso, tanto o grupo que acreditava estar tomando um suplemento real quanto o grupo informado sobre o placebo mostraram avanços em testes cognitivos e físicos.

Os ganhos no desempenho físico variaram entre 7% e 9,2%, dependendo do grupo. Já os testes cognitivos registraram melhorias que chegaram a mais de 20% em algumas avaliações.

Segundo os responsáveis pelo estudo, os efeitos observados são comparáveis aos encontrados em alguns estudos voltados para treinamento cognitivo ou programas de atividade física.

O fenômeno é conhecido como “placebo aberto” ou open-label placebo. Diferentemente dos placebos tradicionais, que envolvem algum grau de engano, essa abordagem informa claramente ao participante que o comprimido não contém qualquer substância ativa. Ainda assim, o simples ato de tomar a pílula parece desencadear mecanismos psicológicos capazes de gerar benefícios mensuráveis.

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