Apple se recusa a lançar iPhone dobrável com rugas: solução de última hora passa por um vidro que é fino e grosso ao mesmo tempo

  • Custará mais de 2 mil dólares, mas terá algo que nenhum outro possui;

  • Apple testa tecnologia de "vidro irregular" para eliminar vincos do iPhone.

Apple busca nova tecnologia de tela dobrável para iPhone
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PH Mota

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PH Mota

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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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A Apple vem adiando o lançamento do seu iPhone dobrável há anos por um motivo: nenhum dos materiais disponíveis lhe dava a confiança necessária para lançar um dispositivo que mantivesse a sensação tátil de um iPhone tradicional. Não bastava dobrar a tela, a empresa queria que a tela sempre parecesse rígida, sem dobras visíveis, sem rugas ao toque.

Agora, testes internos apontam para uma solução que atende às necessidades. Conforme revelado na China, a Apple está testando painéis de vidro ultrafino flexível (UFG), um novo material que modifica sua espessura dependendo da área da tela. Esse avanço pode ser o diferencial entre mais um dobrável no mercado e o primeiro que realmente atende aos padrões da Apple.

Vidro que se adapta ao movimento

Os dobráveis ​​atuais usam vidro ultrafino convencional (UTG), que resiste à torção apenas até certo ponto. Com o tempo, as partes mais sujeitas à dobra acabam se deformando e gerando a ruga visível no centro do painel. O UFG, por outro lado, distribui a tensão da curvatura de maneira mais uniforme, aplicando um truque de engenharia: o vidro é mais fino na área da dobradiça e mais espesso no restante. Esse design em camadas cumpre duas funções.

  • Primeiro, atua como uma espécie de zona de amortecimento onde a curvatura é distribuída sem acumular pressão em um único ponto.
  • Em segundo lugar, mantém a rigidez e a durabilidade do painel nas áreas mais tocadas, evitando a sensação de flacidez que alguns modelos Android ainda apresentam quando totalmente abertos.

Em teoria, o resultado é uma superfície contínua, sem vincos perceptíveis sob a luz ou ao passar o dedo. Exatamente o tipo de perfeição visual que a Apple não estava disposta a sacrificar em sua estreia com os dobráveis.

Testes avançados, não atrasos

O relatório esclarece que os testes que a Apple está realizando com esse material UFG não implicam em atraso no cronograma, muito pelo contrário. A Apple estaria na fase de validação de design e fabricação, um processo no qual o hardware principal já está finalizado, como vimos com o iPhone 18 Pro. É a fase final em que componentes de alto risco, como esse vidro flexível, ainda estão sendo avaliados, mas a última antes do início da produção em massa.

Diversos fabricantes chineses também já começaram a trabalhar com painéis UFG, um sinal de que a tecnologia está entrando em um território de maturidade comercial. Embora a Apple dependa da Samsung para a fabricação da tela, os materiais e as patentes seriam da própria Samsung.

iPhone

Mais de 2 mil dólares e uma aposta tão importante quanto a do primeiro iPhone

Tudo indica que o primeiro iPhone dobrável chegará em 2026, juntamente com os modelos do iPhone 18 Pro. Seu preço ficará em torno de 2 mil dólares, posicionando-o acima de qualquer outro iPhone anterior. Mas ele também será o primeiro a trazer um tipo de vidro que poderá definir uma nova categoria.

A Apple não quer lançar um dobrável "mais" do que o normal. Ela quer lançar o primeiro dobrável que seja imperceptível. Se sua aposta no vidro de espessura variável atender às expectativas, aquela ruga no centro da tela, o símbolo mais visível dos compromissos tecnológicos atuais, poderá se tornar história.

Isso, somado ao seu formato mais quadrado do que o usual em dobráveis, fará dele um modelo bem diferente da concorrência da Samsung ou da Motorola. Talvez, mais uma vez, provando que atrasos não são um problema para a Apple.

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