Os celulares POCO têm tido uma "identidade de marca" distinta por anos: bom desempenho, preço muito competitivo e uma interface de usuário que, para o bem ou para o mal, parecia diferente de outros celulares Xiaomi, mesmo sendo essencialmente a mesma. É aqui que entra o famoso POCO Launcher, que se tornou quase uma marca registrada da empresa e que há anos é alvo de rumores sobre sua unificação com o HyperOS Launcher, mas, por enquanto, permanece separado.
No entanto, parece que essa era está chegando ao fim. E não por acaso, mas porque a Xiaomi está preparando uma grande mudança com o HyperOS 4, sua nova versão do sistema operacional, que visa tornar todo o seu ecossistema mais uniforme, organizado e, acima de tudo, mais fácil de manter. Isso será alcançado fazendo com que todos os seus dispositivos — Xiaomi, Redmi ou POCO — rodem no mesmo sistema operacional, simplificando tudo consideravelmente.
O HyperOS 4 pretende eliminar o POCO Launcher (e faz todo o sentido)
De acordo com informações que circulam, o HyperOS 4 trará uma mudança bastante radical: a remoção completa do POCO Launcher. A ideia é que os dispositivos POCO passem a utilizar uma interface totalmente integrada ao sistema, como já acontece com outros modelos da Xiaomi e da Redmi. Isso significa basicamente que a POCO não funcionará mais de forma independente em termos de organização visual e da área de trabalho, optando por uma experiência mais padronizada dentro do HyperOS.
A chave para tudo isso reside em uma tecnologia chamada SOTA (Super OTA), o novo sistema de atualização que a Xiaomi quer promover e que já abordamos em um post dedicado. Em resumo, SOTA significa que o telefone atualiza automaticamente, sem precisar de muito tempo para "otimizações" posteriores, sem comportamentos estranhos e com um processo mais fluido. No entanto, para alcançar isso, ter várias interfaces diferentes dentro do mesmo ecossistema seria um tiro no próprio pé.
Além disso, essa unificação pode trazer vantagens muito claras. Para começar, uma interface comum geralmente significa menos bugs, menos incompatibilidades entre versões e uma experiência mais consistente. Espera-se também que o HyperOS 4 chegue com novas opções de personalização e recursos inteligentes, não mais como algo separado para a POCO, mas integrado ao sistema Xiaomi. E, claro, outro elemento fundamental é a segurança.
Se o SOTA permitir atualizações mais rápidas e melhor gerenciadas, a Xiaomi também poderá lançar patches com mais frequência e melhor distribuídos, algo sempre bem-vindo, especialmente em linhas de produtos onde as atualizações às vezes chegam atrasadas ou incompletas. No entanto, nem todos aplaudirão essa mudança. Enquanto alguns usuários ficarão satisfeitos com a aparência mais limpa e uniforme do sistema, outros sentirão falta do POCO Launcher, que fazia parte do charme da marca.
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