Com o aumento da popularidade dos carros elétricos, os incêndios originados em suas baterias também se tornaram um problema alarmante. O principal problema desse tipo de incêndio é a sua rapidez, virulência e extrema dificuldade de extinção, devido ao fenômeno de fuga térmica das baterias, que podem queimar na ausência de oxigênio.
Por essa razão, mantas anti-fogo especialmente projetadas para carros elétricos têm se tornado cada vez mais populares nos últimos anos, sendo comercializadas por diversas empresas. No entanto, descobriu-se que seu uso não é uma solução milagrosa e, na verdade, pode colocar em risco a vida do profissional que as utiliza.
Essas mantas não são uma invenção exclusivamente chinesa: a Noruega foi pioneira
Essa tecnologia foi desenvolvida e popularizada por diversas empresas internacionais, como a pioneira Bridgehill (Noruega), a marca Fire Isolator, a empresa chinesa Suntex e fabricantes espanhóis como a Texfire. As mantas limitam o raio de ação do fogo e contêm a deflagração, reduzindo a temperatura do veículo, diminuindo as chamas e impedindo sua propagação.
E isso acontece graças aos tecidos técnicos de que são feitos, como fibra de vidro, sílica, aramida e silicone retardante de chamas, que ajudam a conter a fumaça, isolar o fogo e permitir que o cobertor seja reutilizado. Eles são tão eficazes que cada vez mais bombeiros estão investindo nessa tecnologia.
Recentemente, o Corpo de Bombeiros de Ceuta recebeu cobertores anti-fogo com mochilas e ferramentas a bateria para armazenamento e transporte, além de cercas de contenção para isolar e inundar veículos elétricos. Segundo a mídia local, esses itens são resistentes a incêndios de longa duração a pelo menos 1.000 graus Celsius e temperaturas máximas de pelo menos 1.600 graus.
Problema: esses cobertores não extinguem incêndios e têm uma desvantagem muito perigosa
Pode parecer que essa tecnologia já resolveu um dos problemas dos carros elétricos, mas uma investigação do governo americano sobre incêndios alertou para o perigo que esses cobertores podem representar:
"Durante um teste, o cobertor extinguiu as chamas, mas o superaquecimento da bateria continuou a se espalhar, causando a liberação e o acúmulo contínuos de gases inflamáveis da bateria no espaço sob o cobertor".
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Isso significa que o acúmulo de gases inflamáveis sob os cobertores representava um risco de explosão para os bombeiros que trabalhassem perto do veículo. A reintrodução de ar em um acúmulo de gases inflamáveis não queimados da bateria, onde o oxigênio é escasso, pode aumentar o risco de explosão.
Este é um alerta para os serviços de emergência, que devem ser os únicos a lidar com um incêndio dessa natureza. Por esse motivo, alguns fabricantes, como a empresa espanhola Texfire, desenvolveram cobertores com certo grau de respirabilidade, permitindo a liberação controlada de gases inflamáveis e a filtragem de água.
Os bombeiros recomendam enfaticamente que apenas profissionais treinados utilizem esses cobertores anti-incêndio:
"Cobrir o objeto em chamas é uma boa ideia, desde que possa ser feito rapidamente. São necessárias pelo menos duas pessoas para a sua colocação, e um certo nível de treinamento é imprescindível.
Caso não esteja utilizando o cobertor, informe os bombeiros sobre a sua presença. Se já tiver sido colocado, nunca remova o cobertor (isso será feito pelos bombeiros). Este equipamento destina-se ao uso exclusivo de pessoal devidamente treinado", explica o manual do Corpo de Bombeiros da Comunidade de Madrid.
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